Juiz Federal Substituto, Tribunal Regional Federal - 5ª Região (TRF5)
O edital de Juiz Federal Substituto do Tribunal Regional Federal - 5ª Região (TRF5) (banca FGV) cobra 13 matérias. As de maior peso são Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Civil. Veja todas abaixo e treine questões de cada uma, de graça.
Magistratura federal no Nordeste: uma das provas jurídicas mais densas do país, decidida nas escritas e na sentença.
A prova objetiva tem 100 questões e funciona como peneira, mas vale pouco no conjunto. O concurso é ganho ou perdido nas provas escritas: a discursiva (dissertação mais quatro questões dos pontos do programa) e, principalmente, a prática, com a lavratura de uma sentença cível e uma sentença penal. Nas sentenças costuma-se exigir nota mínima por peça (na faixa de 6,0), então não basta média: você precisa entregar as duas. Treinar redação de sentença desde cedo, com fato, fundamentação e dispositivo bem amarrados, vale mais do que decorar mais um capítulo de doutrina.
O que o Juiz Federal Substituto faz no dia a dia
O Juiz Federal Substituto julga as causas de competência da Justiça Federal, que é bem diferente da estadual. Na prática, você lida com:
- Causas em que a União, autarquias e empresas públicas federais (INSS, Caixa, IBAMA, universidades federais) são parte.
- Forte volume previdenciário e assistencial (benefícios do INSS, BPC/LOAS), execuções fiscais da União e ações tributárias federais.
- Direito penal federal: crimes contra o sistema financeiro, descaminho, tráfico internacional, crimes ambientais de competência federal.
No TRF5, a jurisdição cobre Pernambuco, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas e Sergipe, com sede do Tribunal em Recife. Você pode ser lotado em varas no interior dessas seções judiciárias, o que pesa na decisão de carreira.
A banca e o nível da prova
A magistratura federal segue a Resolução 75 do CNJ, que padroniza etapas e exigências em todos os TRFs. A banca, porém, muda a cada certame: o XV Concurso da 5ª Região foi conduzido pela FGV, e o seguinte teve a comissão examinadora já designada, com a organizadora em definição. Isso importa porque o estilo de cobrança varia: bancas como FGV costumam valorizar jurisprudência recente (STF e STJ) e raciocínio aplicado, não letra fria de lei.
O nível é de elite jurídica. A objetiva traz 100 questões com cinco alternativas, em escala de 0 a 10, e serve para classificar quem segue para as escritas. Não subestime, mas saiba que ela sozinha não aprova ninguém.
Nível e remuneração
O cargo é de nível superior em Direito e ingressa na carreira da magistratura federal, com vitaliciedade adquirida após o período de exercício previsto na Constituição. O subsídio inicial de Juiz Federal Substituto fica na faixa dos R$ 37 mil mensais (mesmo patamar nos diferentes TRFs), com a estrutura de subsídio definida nacionalmente e teto vinculado ao subsídio de ministro do STF. É uma das melhores remunerações de ingresso do serviço público brasileiro, o que explica a concorrência altíssima.
Etapas do concurso
Seguindo a Resolução 75 do CNJ, o caminho costuma ter:
- Prova objetiva seletiva (eliminatória e classificatória), 100 questões.
- Provas escritas: uma discursiva (dissertação mais questões dos pontos do programa) e uma prática com duas sentenças, uma cível e uma penal, normalmente com nota mínima por peça.
- Sindicância da vida pregressa e investigação social, mais exames de sanidade física e mental e avaliação psicológica.
- Prova oral perante a banca.
- Avaliação de títulos (classificatória).
Requisito de ingresso: bacharel em Direito com, no mínimo, 3 anos de atividade jurídica comprovada após a graduação. Comece a contar e documentar esse tempo cedo, porque ele é exigido na inscrição definitiva.
Matérias do edital
| # | Matéria | Questões no acervo |
|---|---|---|
| 1 | Direito Constitucional | 45.442 |
| 2 | Direito Administrativo | 65.476 |
| 3 | Direito Civil | 15.999 |
| 4 | Direito Processual Civil | 11.190 |
| 5 | Direito Penal | 16.427 |
| 6 | Direito Processual Penal | 11.310 |
| 7 | Direito Tributário | 14.382 |
| 8 | Direito Empresarial | 5.144 |
| 9 | Direito Previdenciário | 4.747 |
| 10 | Direitos Humanos | 3.160 |
| 11 | Direito Ambiental | 8.847 |
| 12 | Direito Internacional | 1.134 |
| 13 | Direito Financeiro | 6.211 |
Acervo de questões por matéria disponível no furafila para treino.
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Perguntas frequentes
Quais matérias caem no concurso Tribunal Regional Federal - 5ª Região (TRF5) para Juiz Federal Substituto?
Pelo edital, o cargo de Juiz Federal Substituto cobra 13 matérias: Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Civil, Direito Processual Civil, Direito Penal, Direito Processual Penal, Direito Tributário, Direito Empresarial, Direito Previdenciário, Direitos Humanos, Direito Ambiental, Direito Internacional, Direito Financeiro.
Qual a banca do concurso Tribunal Regional Federal - 5ª Região (TRF5)?
A banca do cargo de Juiz Federal Substituto é a FGV.
Por onde começar a estudar para Juiz Federal Substituto?
Comece pelas matérias de maior peso no edital (Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Civil) e treine questões de cada uma. No furafila você pratica de graça, com gabarito e microaula em cada questão.
Onde treinar questões para o concurso Tribunal Regional Federal - 5ª Região (TRF5)?
No furafila, de graça: questões comentadas das matérias do edital, com XP, ranking e batalhas para manter o ritmo.
Qual é a banca do concurso de Juiz Federal do TRF5?
A banca muda a cada certame. O XV Concurso da 5ª Região foi organizado pela FGV, e o certame seguinte já teve a comissão examinadora designada, com a organizadora em definição. Como o estilo varia entre bancas, vale estudar provas recentes da própria 5ª Região para calibrar.
Qual etapa mais pesa na aprovação?
As provas escritas, em especial a prática. Você lavra uma sentença cível e uma penal, geralmente com nota mínima por peça (na faixa de 6,0). A objetiva é eliminatória e classifica para a 2ª fase, mas tem peso pequeno no resultado final.
Preciso de quanto tempo de experiência para me inscrever?
São exigidos no mínimo 3 anos de atividade jurídica após a conclusão do bacharelado em Direito, conforme a Resolução 75 do CNJ. Esse tempo precisa ser comprovado na fase de inscrição definitiva.
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