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Direitos Humanos: questões

Declaração universal, tratados, sistema interamericano.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

Não se refere à Declaração Universal dos Direitos Humanos:

  • A)Todo ser humano tem direito à instrução. A instrução será gratuita, em todos os graus, seja eles elementares e fundamentais, técnico-profissional ou superior.
  • B)Todo ser humano tem o direito de tomar parte no governo de seu país diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos.
  • C)Todo ser humano, como membro da sociedade, tem direito à segurança social, à realização pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização e recursos de cada Estado, dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento da sua personalidade.
  • D)Todo ser humano tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados.
  • E)Todo ser humano tem direito, em plena igualdade, a uma justa e pública audiência por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir seus direitos e deveres ou fundamento de qualquer acusação criminal contra ele.
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Resposta correta: A

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, é um dos textos mais cobrados em prova porque a banca adora trocar uma palavrinha e ver se voce pisca. Aqui, o ponto central é o direito à educação, previsto no art. 26 da DUDH. Ele garante que o ensino elementar e fundamental seja gratuito, mas não diz que todos os graus, inclusive o superior, devem ser gratuitos. No ensino técnico-profissional e superior, a lógica é de acesso e disponibilidade, especialmente com base no mérito no caso da universidade. Perceba a malícia: a alternativa A pega um trecho parecido com o texto da Declaração, mas exagera ao afirmar gratuidade em todos os níveis. Isso altera o conteúdo original e torna a frase incorreta. Em concurso, esse tipo de troca é clássico: o enunciado parece “com cara de DUDH”, mas acrescenta algo que o texto não prometeu. As demais alternativas reproduzem ideias que realmente aparecem na Declaração Universal, como participação no governo, direito à seguridade social, ordem social e internacional justa e acesso a tribunal independente e imparcial. Por isso, a questão pede atenção cirúrgica ao texto literal. Em resumo: a DUDH assegura educação, mas não transforma automaticamente todo ensino em gratuito em qualquer grau.

Questão 2

Em uma publicação de 2000, a Organização das Nações Unidas (ONU) aponta quatro condições mínimas para que um Estado assegure o direito à saúde ao seu povo que inclui, EXCETO:

  • A)Disponibilidade financeira
  • B)Acessibilidade
  • C)Aceitabilidade
  • D)Educação com formação escolar completa
  • E)Qualidade do serviço de saúde pública do país
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Resposta correta: D

A ONU costuma resumir o direito à saúde em quatro requisitos básicos, conhecidos pela sigla AAAQ: disponibilidade, acessibilidade, aceitabilidade e qualidade. Em termos simples, não basta existir posto de saúde: ele precisa existir de verdade, ficar ao alcance das pessoas, respeitar aspectos culturais e éticos, e oferecer atendimento tecnicamente adequado. A ideia apareceu em documentos interpretativos do Comitê de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais da ONU, especialmente no Comentário Geral n. 14, que organiza o conteúdo do direito à saúde no art. 12 do PIDESC. Esse é o padrão que cai em prova: a banca troca os termos oficiais por expressões parecidas para ver se você está atento. No caso da questão, a alternativa D fala em "educação com formação escolar completa", que não integra esses quatro elementos mínimos do direito à saúde. Educação é um direito humano importantíssimo, mas é outro tema. Aqui, o foco é a estrutura e a qualidade do serviço de saúde, não a escolaridade da população. Então, quando a ONU fala em condições mínimas para assegurar o direito à saúde, pense em disponibilidade, acessibilidade, aceitabilidade e qualidade. Se aparecer algo fora desse quarteto, como educação escolar, já acende a luz de prova.

Questão 3

As gerações dos direitos humanos representaram múltiplas conquistas em termos de direitos civis, políticos, econômicos, sociais, culturais e direitos de solidariedade. Do ponto de vista evolutivo, pode-se afirmar que

  • A)os direitos sociais são considerados de primeira geração, pois tratam do que é básico para a promoção da dignidade da pessoa humana.
  • B)os direitos econômicos não são propriamente direitos humanos, e sim garantias humanas inerentes ao comunismo e à justiça social.
  • C)a terceira geração dos direitos humanos abarca direitos que se relacionam ao bem-estar coletivo, como o direito ao desenvolvimento e a um meio ambiente saudável.
  • D)os direitos culturais e direitos de solidariedade são direitos humanos de segunda geração, já que complementam o direito básico à educação, à saúde e ao trabalho.
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Resposta correta: C

A classificação em gerações associa a primeira dimensão a liberdades civis e políticas, a segunda a direitos sociais, econômicos e culturais, e a terceira a direitos de solidariedade ou fraternidade, como desenvolvimento, paz e meio ambiente equilibrado.

Questão 4

Os direitos humanos não existem isoladamente e dependem, para que sejam respeitados, de diversas características que condicionam a atuação dos cidadãos e do Estado. Assinale a alternativa que apresenta o que pode contribuir para uma sociedade mais equitativa e respeitosa dos direitos humanos.

  • A)A efemeridade dos direitos humanos.
  • B)A inequidade dos direitos humanos.
  • C)A indivisibilidade dos direitos humanos.
  • D)A regionalização dos direitos humanos.
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Resposta correta: C

A indivisibilidade dos direitos humanos significa que direitos civis, políticos, sociais, econômicos, culturais e coletivos formam um conjunto interdependente. Respeitar apenas alguns direitos e ignorar outros compromete a proteção integral da dignidade humana.

Questão 5

Além de estar prevista na Constituição Federal, a responsabilidade do Estado na promoção e proteção dos direitos humanos decorre do contexto global de tratados e convenções capitaneados por organizações internacionais, como a ONU e a OEA, por exemplo. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta um dever positivo do Estado decorrente da sua responsabilidade no âmbito dos direitos humanos.

  • A)Implementar políticas públicas para o bem-estar dos presidiários.
  • B)Prevenir o endividamento e empobrecimento de pessoas causados por questões etárias ou de orientação sexual.
  • C)Determinar a instituição de pautas educativas em escolas públicas e privadas, acerca da participação feminina na política.
  • D)Endurecer as penas de crimes hediondos, inclusive sujeitando-os à prisão perpétua.
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Resposta correta: A

Dever positivo em direitos humanos significa que o Estado deve agir para proteger e promover direitos, e não apenas deixar de violá-los. No contexto prisional, isso inclui políticas públicas para garantir condições dignas às pessoas sob custódia estatal.

Questão 6

O Ministério Público do Estado de Pernambuco, por meio do promotor de Justiça da Comarca de Itaíba-PE e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Estado de Pernambuco (MPE/PE/GAECO), ofereceu representação para que fosse ajuizado Incidente de Deslocamento de Competência para a investigação do crime de homicídio que estaria inserido em contexto de atuação de grupos de extermínio no interior do Estado de Pernambuco. Consta da referida representação que, há muito tempo, o Estado de Pernambuco “vem sofrendo sob o jugo dos coronéis, grupos de extermínio e da pistolagem”. Segundo o Ministério Público, na região de Itaíba-PE, “há evidente confusão entre poder político e poder de fato, o qual é estabelecido mediante violência empregada por grupos armados, compostos de ‘jagunços’, mantendo-se uma sociedade que muito se assemelha às do tempo do coronelismo retratado na história do país”, segundo relatório do Ministro Rogerio Schietti Cruz, no IDC nº 5 / PE. Nesse cenário, “a federalização das violações de direitos humanos cria um sistema salutar para combate a impunidades”, segundo o Conselho Nacional de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana. Para o acolhimento do incidente de deslocamento de competência, é necessária

  • A)a concorrência de competências de um ou mais entes federativos para processar e julgar o caso.
  • B)a constatação, ainda que em tese, de grave violação efetiva e real de direitos humanos à luz dos princípios da proporcionalidade e razoabilidade.
  • C)a inviabilidade de responsabilização do ente federado no plano nacional e internacional pela violação aos direitos humanos, a tornar indispensável a federalização.
  • D)a demonstração do caráter excepcionalíssimo de seu uso, diante de sua necessidade e imprescindibilidade.
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Resposta correta: D

O Incidente de Deslocamento de Competência, previsto no art. 109, § 5º, da Constituição, é um mecanismo excepcional criado para permitir que determinados casos de grave violação de direitos humanos sejam deslocados para a Justiça Federal, quando houver risco de o Estado brasileiro não conseguir dar uma resposta adequada. A ideia é proteger direitos humanos sem transformar a regra em rotina, porque a competência local continua sendo a regra geral. O STF e o STJ tratam esse instrumento como algo de uso realmente excepcionalíssimo. Não basta existir um crime grave, nem apenas pressão social, nem mesmo a simples presença de violação de direitos humanos em tese. É preciso demonstrar a necessidade concreta do deslocamento, com fundamentação robusta, mostrando que a medida é indispensável para assegurar o cumprimento das obrigações internacionais do Brasil e evitar a impunidade. É por isso que a alternativa D está correta: o acolhimento do IDC exige a demonstração do caráter excepcionalíssimo de seu uso, com necessidade e imprescindibilidade. Em outras palavras, não é um atalho processual para qualquer caso rumoroso; é um remédio constitucional de uso raro, para situações em que a atuação da Justiça estadual se revele insuficiente diante da gravidade da violação. No caso descrito, a narrativa de grupos de extermínio, coronelismo e impunidade serve para mostrar o cenário de risco e justificar o pedido, mas o ponto jurídico central é esse filtro rigoroso de excepcionalidade. Se você lembrar de uma frase só, guarde esta: IDC não é automático, é excepcional e depende de prova forte da necessidade.

Questão 7

O STJ, no julgamento do HC 379269 e do HC 141949, em sede de controle de convencionalidade, perfilhou o entendimento de que o crime de desacato não estaria em conflito com o Pacto de São José da Costa Rica, inexistindo ofensa à liberdade de expressão e do pensamento, mostrando-se a conduta tipificada compatível com o Estado Democrático de Direito. Dentre os argumentos trazidos, o da teoria da margem de apreciação tem como característica:

  • A)A limitação da soberania nacional, devendo ser afastado o poder de escolha do Estado, de modo a não constituir uma situação de imunidade jurisdicional.
  • B)A criação de uma margem de discricionariedade para temperamento de algumas decisões proferidas internacionalmente, quando de seu cumprimento no âmbito interno.
  • C)O reforço à pretensão universalista dos direitos humanos, diante das necessidades dos estados nacionais em situação econômica, social, política ou jurídicas distintas.
  • D)O fortalecimento do pluralismo jurídico, na medida em que supera o conflito entre normas internacionais e internas por um modelo interativo.
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Resposta correta: B

A teoria da margem de apreciação vem do direito internacional dos direitos humanos como uma forma de reconhecer que os Estados nem sempre vivem a mesma realidade, então eles podem ter alguma folga para adaptar certas decisões ao seu contexto. Em vez de impor uma solução única e engessada, o sistema internacional admite, em alguns temas, que o Estado escolha o modo de concretizar um direito, desde que respeite o núcleo de proteção previsto nos tratados. É uma ideia de temperamento, de ajuste fino, e não de carta branca para o Estado fazer o que quiser. No Sistema Interamericano, esse raciocínio aparece como argumento de ponderação diante de situações em que há espaço legítimo para soluções internas diferentes. A lógica é: o Estado pode ter margem para decidir, mas essa margem é controlada, porque não pode virar desculpa para violar a CADH. Então, não se trata de afastar a jurisdição internacional, e sim de reconhecer um pequeno campo de discricionariedade compatível com o controle de convencionalidade. Por isso, a alternativa B está correta: ela descreve justamente a criação de uma margem de discricionariedade para temperar decisões proferidas internacionalmente quando da sua concretização no plano interno. É a ideia de harmonizar a norma internacional com a realidade nacional, sem transformar o tratado em um texto sem vida prática. No caso do desacato, o STJ entendeu que o tipo penal não afronta, por si só, a liberdade de expressão e o pensamento previstos na CADH, adotando uma leitura compatível com o Estado Democrático de Direito. A discussão mostra bem como o controle de convencionalidade e a margem de apreciação podem aparecer juntos na prática.

Questão 8

Sobre a proteção do homem quanto aos seus direitos, assinale a alternativa correta.

  • A)A expressão “direitos do homem” caracteriza-se pela falta de positivação interna e internacional cuja existência se justifica no plano do Direito Natural.
  • B)A expressão “direitos fundamentais” trata dos direitos inscritos em tratados e declarações ou de correntes dos costumes de índole internacional.
  • C)A expressão “direitos humanos” é afeta à proteção constitucional dos direitos dos cidadãos que os textos constitucionais houveram por bem registrar.
  • D)A expressão “direitos humanos fundamentais” procura realizar uma unificação formal da proteção de matriz constitucional com a salvaguarda de cunho internacional de tais direitos.
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Resposta correta: A

A questão cobra a distinção clássica entre "direitos do homem", "direitos fundamentais" e "direitos humanos". Na doutrina, "direitos do homem" costuma remeter à ideia jusnaturalista: direitos inerentes à condição humana, anteriores e superiores à positivação, isto é, existiriam independentemente de estarem escritos em constituições, tratados ou leis. Por isso, a expressão se liga ao Direito Natural e à noção de universalidade abstrata. Já "direitos fundamentais" normalmente são os direitos reconhecidos e protegidos no plano interno, sobretudo na Constituição de cada Estado. Eles têm positivação constitucional e eficácia jurídica direta dentro da ordem interna. É a linguagem mais comum quando se fala em proteção constitucional do indivíduo frente ao Estado. Por sua vez, "direitos humanos" é a expressão usada com mais frequência no plano internacional, especialmente em tratados e declarações de alcance universal ou regional, como o PIDCP e o PIDESC. Então a banca trocou os conceitos nas alternativas B, C e D para ver se você cai no "nome bonito" sem olhar o conteúdo. Assim, o gabarito A está correto porque descreve justamente a ideia de "direitos do homem" como direitos sem positivação interna ou internacional, justificados no plano do Direito Natural. É a classificação doutrinária tradicional que separa o plano filosófico do plano jurídico-positivo.

Questão 9

Diante do que dispõe o § 3º, art. 5º da Constituição Federal de 1988, no tema referente aos direitos humanos contemplados em tratados e convenções internacionais, é correto afirmar que o preceito em comento

  • A)autoriza ao Congresso Nacional, ao seu alvedrio, a decidir qual hierarquia normativa deve ter determinados tratados de direitos humanos em detrimento de outros, violando a completude material do bloco de constitucionalidade.
  • B)estabelece categorias jurídicas horizontalizadas entre os instrumentos internacionais de direitos humanos e os previstos no direito interno, diante do fato de ostentarem o mesmo fundamento de validade das normas e conteúdo ético comum.
  • C)possibilita expressamente que os tratados de direitos humanos, uma vez ratificados pelo Brasil, tenham hierarquia constitucional de aplicação imediata e ainda prevalência sobre as normas constitucionais, desde que contenham disposições mais benéficas.
  • D)admite que tratados de direitos humanos que tenham o status material constitucional possam ser objeto de controle de convencionalidade e de constitucionalidade, desde que na modalidade incidental e difusa.
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Resposta correta: A

O art. 5º, § 3º, da Constituição de 1988 trouxe uma regra bem importante: tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos, quando aprovados em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por 3/5 dos votos, passam a ter status de emenda constitucional. Ou seja, não entram como qualquer tratado comum, e também não ficam “na vontade” do Congresso escolher hierarquia por conveniência em cada caso. Na prática, isso significa que existe um procedimento qualificado para dar a esses tratados força constitucional, mas esse procedimento é objetivo, não discricionário. A ideia é integrar os direitos humanos ao bloco de constitucionalidade, reforçando a proteção da pessoa humana sem criar uma loteria hierárquica. O STF, no RE 466.343, consolidou ainda que tratados de direitos humanos aprovados sem esse rito tendem a ter status supralegal, e os aprovados com o rito do § 3º têm equivalência às emendas constitucionais. Por isso, a alternativa A está correta: ela critica justamente a tentativa de deixar o Congresso escolher, ao seu bel-prazer, a hierarquia de tratados de direitos humanos, o que não é permitido pelo texto constitucional. O § 3º fixou um critério formal fechado, e não um menu de opções. As demais alternativas escorregam em pontos clássicos: algumas exageram a força dos tratados, outras confundem status material com status formal constitucional, e há também a tentação de misturar controle de constitucionalidade com controle de convencionalidade como se fossem a mesma coisa. Concurso adora esse pequeno caos.

Questão 10

Na análise do processo de reconhecimento jurídico dos direitos humanos, a fase que marca o início da concretização desses direitos foi a

  • A)do racionalismo, a partir da visão do Jusnaturalismo de que os direitos humanos eram inatos e tidos como verdades evidentes, conferindo uma dimensão permanente e segura.
  • B)da positivação, com as Declarações dos Direitos e sua irradiação nos textos constitucionais dos diversos países, mostrando-se como etapa indispensável, pois sem ela os direitos humanos seriam valores e ideais que não se realizariam plenamente.
  • C)da generalização e da internacionalização, por meio de princípios embasadores dos direitos humanos como os princípios gerais da liberdade, igualdade, fraternidade e conversão dos direitos humanos num tema global e não circunscrito.
  • D)da especificação, como contribuição agregadora de novos elementos ao conteúdo dos direitos humanos, que completam o valor da dignidade da pessoa humana, como o valor-fonte da sua positivação.
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: B

Quando a história dos direitos humanos é cobrada em prova, costuma cair aquela sequência clássica: racionalismo, positivação, generalização/internacionalização e especificação. A pergunta quer saber em que momento começa a concretização desses direitos, isto é, quando eles deixam de ser só ideias bonitas e passam a ganhar força real no mundo jurídico. Esse início de concretização acontece com a positivação. É quando os direitos passam a ser escritos em Declarações e, depois, incorporados aos textos constitucionais dos países. A partir daí, eles deixam de ser apenas valores abstratos e viram normas juridicamente exigíveis. Em termos de prova, positivou, saiu do plano da inspiração e entrou no plano da cobrança. Por isso a letra B está correta. A doutrina dos direitos humanos ensina que a positivação foi etapa decisiva para transformar os direitos em parâmetros efetivos de proteção, preparando o caminho para o sistema internacional contemporâneo, como a ONU, o PIDCP e o PIDESC. Sem essa etapa, os direitos ficariam no campo das ideias e da moral, sem a mesma força normativa. As outras fases são importantes, mas vêm em outro momento: o racionalismo fundamenta a noção de direitos inatos; a generalização e internacionalização ampliam esses direitos para além do Estado; e a especificação acrescenta proteção a grupos e situações concretas, como crianças, mulheres, pessoas com deficiência e idosos.

Perguntas frequentes

Este quiz de Direitos Humanos é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Direitos Humanos são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, selecionadas do acervo do furafila.

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