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Titular de Serviços Notariais e de Registro (Cartórios) (Outorga por Provimento), Tribunal de Justiça - RS (TJRS)

O edital de Titular de Serviços Notariais e de Registro (Cartórios) (Outorga por Provimento) do Tribunal de Justiça - RS (TJRS) cobra 9 matérias. As de maior peso são Direito Notarial e Registral, Direito Civil, Direito Processual Civil. Veja todas abaixo e treine questões de cada uma, de graça.

Não é emprego, é delegação: você conquista um cartório do Rio Grande do Sul, sob fiscalização do TJRS, e passa a viver de emolumentos.

Matérias
9
Banca (edital 2026)
FGV
Objetiva
100 questões eliminatórias
Remuneração
Emolumentos, não salário
Provimento é entrada pela porta da frente, e o funil é brutal

No provimento você disputa uma serventia vaga sem já ser titular de cartório (é o oposto da remoção, que só titulares com mais de dois anos acessam). A objetiva de 100 questões é peneira pesada e, mesmo passando, só os mais bem classificados seguem para a prova escrita e prática, respeitado o limite de candidatos por vaga. Depois vem a escolha da serventia por ordem de classificação: sua nota decide não só se você entra, mas em qual cartório e em qual cidade do RS. Por isso não basta passar, você precisa passar bem no topo.

O que você faz no dia a dia

Como titular (delegatário) você é o particular que, por delegação do Estado e fiscalização do TJRS, presta serviço notarial ou de registro com fé pública. O conteúdo do dia a dia muda conforme a especialidade da serventia que você conquistar:

  • Tabelionato de Notas: lavrar escrituras, procurações, testamentos, atas notariais, reconhecer firmas e autenticar documentos.
  • Registro de Imóveis: qualificar títulos, matricular imóveis, registrar compra e venda, hipotecas e usucapião extrajudicial.
  • Registro Civil das Pessoas Naturais: nascimentos, casamentos, óbitos e averbações.
  • Registro de Títulos e Documentos, Protesto e Tabelionato: guarda e publicidade de atos e cobrança de dívidas.

Você também responde pela gestão do cartório: contrata prepostos, paga custos, recolhe tributos e emolumentos e responde civil e administrativamente pelos atos praticados.

A banca e o perfil da prova

O IV Concurso de Outorga de Delegações do RS (edital 001/2026) é organizado pela FGV, e isso muda o jogo em relação aos certames antigos do estado. A FGV cobra:

  • Letra de lei seca e literalidade, com pegadinhas em prazos, competências e exceções.
  • Jurisprudência recente e enunciados, sobretudo do CNJ e das Corregedorias.
  • Questões que exigem aplicar a norma a um caso concreto, não só memorizar.

O ritmo do estudo tem que ser de decoreba estruturada mais raciocínio de qualificação registral. Ler o Anexo do edital linha por linha é obrigatório: ele lista a legislação, a doutrina e a jurisprudência exatas que caem.

Nível e remuneração

É carreira de nível superior na prática (exige bacharel em Direito ou, alternativamente, dez anos de exercício em atividade notarial ou de registro para o provimento). A remuneração não é salário do Estado: o titular vive de emolumentos cobrados pelos atos, conforme a tabela do RS.

  • A renda varia muito conforme a serventia: uma serventia de comarca grande e movimentada rende muito mais que uma de município pequeno.
  • É justamente por isso que sua classificação importa tanto, já que ela define qual cartório você escolhe.
  • Trate a faixa como qualitativa: pode ir de razoável a altíssima, sempre descontados custos de pessoal e estrutura.

As etapas do certame

O caminho no provimento costuma seguir estas fases eliminatórias e classificatórias:

  • Prova objetiva: 100 questões de múltipla escolha, caráter eliminatório, funciona como o grande filtro inicial.
  • Prova escrita e prática: elaboração de peças práticas (atos notariais ou registrais) e questões discursivas, com consulta apenas à legislação sem comentários. Aprovado quem tira nota igual ou superior a 5.
  • Prova oral e avaliação de títulos: sabatina e pontuação de currículo.

Atenção ao limite de candidatos por vaga que avança de fase e às regras de reserva para candidatos negros, indígenas e quilombolas.

Matérias do edital

#MatériaQuestões no acervo
1Direito Notarial e Registral2.452
2Direito Civil15.999
3Direito Processual Civil11.190
4Direito Constitucional45.442
5Direito Administrativo65.476
6Direito Tributário14.382
7Direito Empresarial5.144
8Direito Penal16.427
9Direito Processual Penal11.310

Acervo de questões por matéria disponível no furafila para treino.

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Perguntas frequentes

Quais matérias caem no concurso Tribunal de Justiça - RS (TJRS) para Titular de Serviços Notariais e de Registro (Cartórios) (Outorga por Provimento)?

Pelo edital, o cargo de Titular de Serviços Notariais e de Registro (Cartórios) (Outorga por Provimento) cobra 9 matérias: Direito Notarial e Registral, Direito Civil, Direito Processual Civil, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Tributário, Direito Empresarial, Direito Penal, Direito Processual Penal.

Por onde começar a estudar para Titular de Serviços Notariais e de Registro (Cartórios) (Outorga por Provimento)?

Comece pelas matérias de maior peso no edital (Direito Notarial e Registral, Direito Civil, Direito Processual Civil) e treine questões de cada uma. No furafila você pratica de graça, com gabarito e microaula em cada questão.

Onde treinar questões para o concurso Tribunal de Justiça - RS (TJRS)?

No furafila, de graça: questões comentadas das matérias do edital, com XP, ranking e batalhas para manter o ritmo.

Qual a diferença entre provimento e remoção neste concurso do RS?

No provimento você entra na carreira sem já ser titular, disputando uma serventia vaga por prova de conhecimento. A remoção é reservada a quem já é titular de cartório há mais de dois anos e quer mudar de serventia. As vagas do certame do RS são divididas entre as duas modalidades, com provas em datas diferentes.

Preciso ser formado em Direito para o provimento?

O provimento exige bacharelado em Direito reconhecido pelo MEC ou, como alternativa prevista em lei, comprovar pelo menos dez anos completos de exercício em atividade notarial ou de registro. Confirme sempre a exigência exata no edital vigente antes de se inscrever.

Como funciona a remuneração de um titular de cartório?

O titular não recebe salário do Estado. A renda vem exclusivamente dos emolumentos cobrados pelos atos praticados, conforme tabela estadual, descontados custos de pessoal, estrutura e tributos. Por isso o valor varia muito de uma serventia para outra, e a sua classificação no concurso define qual cartório você poderá escolher.

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