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Defensor Público, Defensoria Pública do Estado de São Paulo (DPE-SP)

O edital de Defensor Público do Defensoria Pública do Estado de São Paulo (DPE-SP) (banca FGV) cobra 12 matérias. As de maior peso são Direito Constitucional, Direito Civil, Direito Processual Civil. Veja todas abaixo e treine questões de cada uma, de graça.

A Defensoria de São Paulo cobra Direitos Humanos, Filosofia e Sociologia Jurídica com peso real, e exige discursiva, peças e prova oral. Não dá pra colar de carreira de magistratura.

Matérias
12
Banca
FGV
Banca
Banca interna + organizadora externa
Etapas
Objetiva, discursivas, oral, títulos
Nível e remuneração
Superior em Direito, faixa alta
O que separa quem passa: a identidade defensorial

O concurso da DPE-SP não é uma prova de magistratura disfarçada. Direitos Humanos, Filosofia do Direito e Sociologia Jurídica não são enfeite: aparecem na objetiva, voltam nas discursivas e voltam de novo na oral. Some a isso Direito da Criança e do Adolescente, que costuma ter peso próprio nas questões dissertativas, e os grupos vulnerabilizados (pessoa idosa, com deficiência, população em situação de rua, defesa do consumidor superendividado). Quem estuda só o tripé Constitucional-Penal-Civil chega na discursiva e na oral sem o repertório que a banca de defensores realmente quer ouvir: a leitura do direito a partir de quem não tem acesso a ele.

O que o Defensor Público faz no dia a dia

O Defensor Público da DPE-SP presta assistência jurídica integral e gratuita a quem não pode pagar advogado, e isso vai muito além de "advogar de graça". Na prática, você atua em frentes que a advocacia privada raramente toca:

  • Atendimento e ações individuais: família (alimentos, guarda, divórcio), saúde (medicamentos e leitos via judicialização), execução penal e criminal, consumidor superendividado, moradia e despejos.
  • Tutela coletiva: ações civis públicas em favor de grupos vulnerabilizados, como população em situação de rua, pessoa idosa, criança e adolescente e pessoa com deficiência.
  • Atuação extrajudicial: mediação de conflitos, acordos, atuação em delegacias e em órgãos de execução, e participação em conselhos e políticas públicas.

A lógica do cargo é estrutural, não só de balcão. Por isso a prova mede se você enxerga o direito a partir da pessoa vulnerável, e não a partir do Estado.

Perfil e dificuldade da prova, e a banca

O certame da Defensoria de São Paulo é conhecido por ter uma banca interna, formada por defensores e defensoras da própria instituição, com uma organizadora externa contratada para a operação. Nos concursos anteriores, a Fundação Carlos Chagas (FCC) atuou como organizadora, e o conteúdo é desenhado por quem vive a carreira.

O que isso muda pra você:

  • A cobrança tem viés institucional forte: teses defensivas, posicionamentos do STJ e STF favoráveis ao assistido, e a doutrina garantista contam pontos.
  • A prova é longa e seletiva: a objetiva costuma trazer dezenas de questões de múltipla escolha cobrindo o programa inteiro, e serve de filtro antes das discursivas.
  • A dificuldade não está só na quantidade de matéria, mas na profundidade discursiva e na oral, onde improvisar não funciona.

Materias de maior peso e prioridade

Priorize o que a banca cobra com mais intensidade e o que é próprio da Defensoria, não o programa genérico de carreira jurídica:

  • Núcleo defensorial: Princípios e Atribuições da Defensoria Pública (LC 80/94 e a lei orgânica estadual), Direitos Humanos, e os estatutos protetivos (ECA, Estatuto da Pessoa Idosa, Estatuto da Pessoa com Deficiência).
  • Tripé clássico com lente defensiva: Constitucional, Penal e Processo Penal (execução penal pesa), Civil e Processo Civil (peça processual cível é etapa típica).
  • O diferencial de SP: Filosofia do Direito e Sociologia Jurídica aparecem na objetiva e voltam como questões dissertativas, algo que muitos candidatos subestimam.

Regra prática: Direito da Criança e do Adolescente e Filosofia/Sociologia merecem tempo de estudo desproporcional ao que pareceriam valer, porque caem nas dissertativas com peso próprio.

Etapas do concurso

O concurso da DPE-SP é composto por várias fases eliminatórias e classificatórias. Em linhas gerais, espere:

  • Primeira prova escrita, objetiva: múltipla escolha, eliminatória e classificatória, abrangendo todo o programa.
  • Provas escritas discursivas: questões dissertativas mais peças processuais (tipicamente uma peça de Processo Civil e uma de Processo Penal), com blocos dedicados a Criança e Adolescente e a Filosofia/Sociologia Jurídica.
  • Prova oral: arguição em sessão pública, sobre temas sorteados das disciplinas do regulamento, medindo domínio técnico, raciocínio sob pressão e postura.
  • Avaliação de títulos: classificatória, valoriza pós-graduação, mestrado, doutorado e experiência jurídica relevante.

Não há TAF nem investigação social nos moldes de carreiras policiais. O exame de prática jurídica é o requisito de ingresso: nível superior em Direito e tempo mínimo de atividade jurídica.

Nível e remuneração

O cargo é de nível superior, exige bacharelado em Direito e comprovação de atividade jurídica por período mínimo (a partir de três anos, conforme a regra do certame). A carreira é remunerada por subsídio, em uma das faixas mais altas do funcionalismo jurídico estadual, com progressão por níveis e adicional por tempo de serviço.

Em termos qualitativos: a remuneração inicial é alta, comparável à de magistratura e Ministério Público estaduais, o que explica a concorrência elevada e o perfil de candidato dedicado em tempo integral.

Matérias do edital

#MatériaQuestões no acervo
1Direito Constitucional45.442
2Direito Civil15.999
3Direito Processual Civil11.190
4Direito Penal16.427
5Direito Processual Penal11.310
6Direito Administrativo65.476
7Direitos Humanos3.160
8Direito do Trabalho8.529
9Direito do Consumidor3.499
10Direito da Crianca e do Adolescente6.738
11Filosofia do Direito335
12Direito Previdenciário4.747

Acervo de questões por matéria disponível no furafila para treino.

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Perguntas frequentes

Quais matérias caem no concurso Defensoria Pública do Estado de São Paulo (DPE-SP) para Defensor Público?

Pelo edital, o cargo de Defensor Público cobra 12 matérias: Direito Constitucional, Direito Civil, Direito Processual Civil, Direito Penal, Direito Processual Penal, Direito Administrativo, Direitos Humanos, Direito do Trabalho, Direito do Consumidor, Direito da Crianca e do Adolescente, Filosofia do Direito, Direito Previdenciário.

Qual a banca do concurso Defensoria Pública do Estado de São Paulo (DPE-SP)?

A banca do cargo de Defensor Público é a FGV.

Por onde começar a estudar para Defensor Público?

Comece pelas matérias de maior peso no edital (Direito Constitucional, Direito Civil, Direito Processual Civil) e treine questões de cada uma. No furafila você pratica de graça, com gabarito e microaula em cada questão.

Onde treinar questões para o concurso Defensoria Pública do Estado de São Paulo (DPE-SP)?

No furafila, de graça: questões comentadas das matérias do edital, com XP, ranking e batalhas para manter o ritmo.

Qual banca organiza o concurso da DPE-SP para Defensor?

A elaboração é de uma banca interna formada por defensores e defensoras da própria instituição, com uma organizadora externa contratada para operar o certame. Nos concursos anteriores, a Fundação Carlos Chagas (FCC) atuou nessa função. Confirme a organizadora vigente no edital de abertura.

O concurso tem prova oral e peças processuais?

Sim. Além da objetiva, há provas discursivas com questões dissertativas e peças processuais (tipicamente uma de Processo Civil e uma de Processo Penal), seguidas de prova oral em sessão pública sobre temas sorteados, e avaliação de títulos.

Quais matérias mais diferenciam a prova da DPE-SP?

Direitos Humanos, Filosofia do Direito e Sociologia Jurídica, somados a Direito da Criança e do Adolescente e aos estatutos dos grupos vulnerabilizados. É o conteúdo de identidade defensorial que separa quem passa de quem só estudou o tripé Constitucional, Penal e Civil.

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