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Exame Nacional dos Cartórios (ENAC), Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

O edital de Exame Nacional dos Cartórios (ENAC) do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) (banca FGV) cobra 9 matérias. As de maior peso são Direito Notarial e Registral, Direito Civil, Direito Processual Civil. Veja todas abaixo e treine questões de cada uma, de graça.

O ENAC não te dá um cartório: ele te dá a chave nacional para disputar um, e 60% da chave está em notarial e registral.

Matérias
9
Banca
FGV
Banca
FGV (CNJ)
Prova
100 questões, etapa única
Certificado
Válido por 6 anos
60 das 100 questões são de notarial e registral

O ENAC não é um concurso jurídico genérico. Direito Notarial e Registral (Registros Públicos) concentra 60 das 100 questões, contra 14 de Civil e 9 de Constitucional. Quem domina a Lei 6.015/73, a Lei 8.935/94, os princípios registrais e a qualificação de títulos já sai perto do corte antes de encostar no restante. Ignorar essa parte é matematicamente impossível de compensar.

O que o ENAC é (e o que ele não é)

O ENAC não te dá um cartório. Ele te dá a chave para disputar um. Criado pelo CNJ (Resolução 575/2024 e Provimento 184/2024) e aplicado pela FGV, o Exame Nacional dos Cartórios é uma etapa de habilitação: caráter eliminatório e não classificatório. Você não é "aprovado em 1º lugar", você é habilitado. Com o certificado na mão (validade de seis anos), você passa a poder se inscrever nos concursos de outorga de delegações notariais e de registro, tanto por provimento (ingresso) quanto por remoção, em qualquer estado do país.

Na prática, o ENAC unifica a base nacional: antes, cada tribunal cobrava sua própria prova objetiva. Agora, vários tribunais dispensam a objetiva local e usam a nota do ENAC. É uma peneira de conhecimento aplicada ao mesmo tempo nas capitais de todos os estados e no DF, ao menos duas vezes por ano.

O peso está quase todo em Registros Públicos

Aqui mora a diferença entre estudar para o ENAC e estudar para "concurso jurídico genérico". A prova tem 100 questões objetivas, e a distribuição é desbalanceada de propósito:

  • Direito Notarial e Registral (Registros Públicos): 60 questões. Sim, sessenta.
  • Direito Civil: 14 questões.
  • Direito Constitucional: 9 questões.
  • Administrativo, Tributário e Empresarial: 4 questões cada.
  • Processual Civil: 2. Penal, Processual Penal e Conhecimentos Gerais: 1 cada.

Ou seja: quem domina notarial e registral já sai perto da nota de corte antes de encostar no resto. Ignorar essa parte é matematicamente impossível de compensar.

O que faz um titular de cartório no dia a dia

Você não vai virar servidor público concursado. A delegação notarial e de registro é exercida em caráter privado, por delegação do Poder Público (art. 236 da Constituição), sob fiscalização do Judiciário. Na rotina de uma serventia extrajudicial, o titular:

  • Pratica e fiscaliza atos de fé pública: escrituras, procurações, reconhecimento de firma e autenticações (tabelionato de notas).
  • Faz qualificação registral: analisa títulos e decide se ingressam no registro (imóveis, títulos e documentos, civil das pessoas jurídicas).
  • Responde por registro civil das pessoas naturais e por protesto, conforme a especialidade da serventia.
  • Gere a serventia como negócio: pessoal, tecnologia, responsabilidade civil e disciplinar pelos atos praticados.

Por isso a prova cobra tanto qualificação, princípios registrais e a Lei de Registros Públicos: é o que você faz todo dia.

Nível, remuneração e por que tanta gente encara

Nível superior em Direito é o caminho natural, mais tempo de atividade jurídica exigido nos concursos de outorga. A remuneração não é salário: o titular vive dos emolumentos (taxas dos atos), e a renda varia enormemente conforme a serventia e a comarca. É justamente a faixa alta de rendimento em serventias grandes que torna esses concursos dos mais concorridos do país. Trate isso como qualitativo: existe desde serventia modesta até serventia de renda muito elevada, e é isso que atrai o volume de candidatos.

Matérias do edital

#MatériaQuestões no acervo
1Direito Notarial e Registral2.452
2Direito Civil15.999
3Direito Processual Civil11.190
4Direito Constitucional45.442
5Direito Administrativo65.476
6Direito Tributário14.382
7Direito Empresarial5.144
8Direito Penal16.427
9Direito Processual Penal11.310

Acervo de questões por matéria disponível no furafila para treino.

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Perguntas frequentes

Quais matérias caem no concurso Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para Exame Nacional dos Cartórios (ENAC)?

Pelo edital, o cargo de Exame Nacional dos Cartórios (ENAC) cobra 9 matérias: Direito Notarial e Registral, Direito Civil, Direito Processual Civil, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Tributário, Direito Empresarial, Direito Penal, Direito Processual Penal.

Qual a banca do concurso Conselho Nacional de Justiça (CNJ)?

A banca do cargo de Exame Nacional dos Cartórios (ENAC) é a FGV.

Por onde começar a estudar para Exame Nacional dos Cartórios (ENAC)?

Comece pelas matérias de maior peso no edital (Direito Notarial e Registral, Direito Civil, Direito Processual Civil) e treine questões de cada uma. No furafila você pratica de graça, com gabarito e microaula em cada questão.

Onde treinar questões para o concurso Conselho Nacional de Justiça (CNJ)?

No furafila, de graça: questões comentadas das matérias do edital, com XP, ranking e batalhas para manter o ritmo.

Passar no ENAC já me dá um cartório?

Não. O ENAC é eliminatório e não classificatório: ele apenas te habilita. Com o certificado (válido por seis anos), você pode se inscrever nos concursos de provimento e remoção de serventias abertos pelos tribunais de justiça, onde a disputa pela vaga acontece de fato.

Qual matéria pesa mais na prova?

Direito Notarial e Registral, disparado: são 60 das 100 questões. Depois vêm Civil (14) e Constitucional (9). Administrativo, Tributário e Empresarial têm 4 cada. Quem domina registros públicos já chega perto do corte antes de estudar o resto.

Quantos pontos preciso para ser habilitado?

Na ampla concorrência, 60% de acertos (60 das 100 questões). Para candidatos negros, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência, o mínimo é 50% (50 questões). Como não é classificatória, basta atingir o corte para receber o certificado.

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