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Direito Penal · VUNESP · 2023

Questão comentada de Direito Penal

A depender do caso concreto, nos termos dos arts. 26 a 28 do CP, admite redução de pena:

Gabarito: A

O tema aqui é imputabilidade penal, isto é, se o agente tinha capacidade de entender o caráter ilícito do fato e de se determinar conforme esse entendimento. Nos arts. 26 a 28 do CP, o Código trata de hipóteses em que essa capacidade pode ser afastada ou reduzida. Quando isso acontece, a consequência pode ser isenção de pena ou diminuição, dependendo do quadro concreto. Na embriaguez, o detalhe importa muito. O art. 28 do CP deixa claro que a embriaguez voluntária ou culposa não exclui imputabilidade, e também que emoção e paixão não afastam responsabilidade penal. Ou seja: se a pessoa bebeu por livre vontade, ou ficou exaltada por um sentimento forte, o Direito Penal não faz vista grossa. Já a palavra "embriaguez", sem mais detalhes, é a única alternativa que pode, a depender do caso, trazer repercussão favorável ao réu. Isso porque há situações específicas ligadas à embriaguez acidental, completa ou incompleta, por caso fortuito ou força maior, em que o Código admite tratamento mais benéfico, conforme a disciplina dos arts. 28 e a lógica da culpabilidade. Por isso, a banca marca a letra A. Em resumo: emoção e paixão não ajudam; embriaguez voluntária e culposa também não; mas a embriaguez, analisada concretamente, pode sim gerar redução de pena ou até isenção, conforme o caso. É aquela clássica pegadinha em que a banca troca o termo genérico pela modalidade proibida.

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