Caio, ocupante de um cargo em comissão no âmbito de uma empresa pública federal, solicitou diretamente, para si, vantagem indevida do particular Lucas, com o objetivo de deixar de praticar determinado ato de ofício, em benefício do último. Contudo, Lucas, irresignado com a proposta recebida, comunicou os fatos às autoridades competentes, não efetuando qualquer pagamento ao referido agente público. Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, é correto afirmar que Caio:
- A)responderá pelo crime de corrupção passiva, com a incidência de uma causa de aumento de pena, por se tratar de ocupante de cargo em comissão em uma empresa pública;
Correta. Houve corrupção passiva formal e aumento pela função em comissão em empresa pública.
- B)responderá pelo crime de corrupção ativa, com a incidência de uma causa de aumento de pena, por se tratar de ocupante de cargo em comissão em uma empresa pública;
Incorreta. Corrupção ativa é crime do particular que oferece ou promete vantagem.
- C)responderá pelo crime de corrupção ativa qualificado, por se tratar de ocupante de cargo em comissão em uma empresa pública;
Incorreta. Não há corrupção ativa praticada pelo agente público.
- D)não responderá criminalmente, já que a vantagem indevida não foi recebida;
Incorreta. O recebimento da vantagem não é necessário para consumar a solicitação.
- E)não responderá criminalmente, por não ser titular de cargo efetivo.
Incorreta. Cargo em comissão também pode caracterizar funcionário público para fins penais.
Gabarito: A
A corrupção passiva se consuma com a simples solicitação de vantagem indevida por funcionário público. Ocupante de cargo em comissão em empresa pública incide na causa de aumento do art. 327, § 2.º, do Código Penal.