Tício, agente público no âmbito do Estado Alfa, descobre que o seu genitor faleceu, deixando um testamento particular sobre a parte dos bens que poderia legalmente dispor. Ao tomar ciência sobre o conteúdo da disposição de última vontade, o indivíduo se frustra sobremaneira, pois não foi citado, em momento algum, pelo seu ascendente. Nesse contexto, Tício, em um dia de folga, resolve, por conta própria, falsificar, no todo, o testamento particular. Nada obstante, dois meses depois, os fatos foram descobertos, dando ensejo à deflagração de um inquérito policial para apurar o delito perpetrado. Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, é correto afirmar que Tício responderá pelo crime de
- A)falsificação de documento particular, com a incidência de causa de aumento de pena, por se tratar de agente público.
Não é falsificação de documento particular para fins penais, pois o testamento particular é equiparado a público.
- B)falsificação de documento público, com a incidência de causa de aumento de pena, por se tratar de agente público.
A equiparação é correta, mas não há prevalecimento do cargo no caso narrado.
- C)falsificação de documento particular, sem a incidência de causa de aumento de pena.
O documento é equiparado a público.
- D)falsificação de documento público, sem a incidência de causa de aumento de pena.
Correta: falsificação de documento público equiparado, sem majorante.
- E)falsidade ideológica, sem a incidência de causa de aumento de pena.
A conduta narrada é falsificação material, não falsidade ideológica.
Gabarito: D
Testamento particular é equiparado a documento público para fins de falsificação. A majorante do funcionário público exige que ele se prevaleça do cargo.