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Direito Penal · EPL · 2023

Questão comentada de Direito Penal

Quitônio, funcionário público, em razão do cargo, exige para si, vantagem indevida. Neste caso, Quitônio ficará sujeito ao crime de:

Gabarito: B

Aqui o ponto-chave é observar quem é o sujeito do crime e qual foi a conduta descrita. Quando o funcionário público, em razão do cargo, exige vantagem indevida, a figura típica é a concussão, prevista no art. 316 do Código Penal. Repare no verbo "exigir": ele passa a ideia de imposição, de abuso da função, como quem diz "vai ter que pagar". Isso diferencia a concussão da corrupção passiva, do art. 317 do CP. Na corrupção passiva, o funcionário público solicita ou recebe vantagem indevida, ou aceita promessa dela. Ou seja, há pedido, recebimento ou aceitação, mas não a exigência. A banca adora essa diferença porque ela é pequena no texto e enorme na prova. A lógica é simples: se o servidor usa o cargo para impor a vantagem, há concussão. Se ele apenas pede, recebe ou aceita promessa, há corrupção passiva. Por isso, no caso narrado, o enquadramento correto é o da concussão. Resumo de prova: concussão = "exigir" vantagem indevida; corrupção passiva = "solicitar, receber ou aceitar promessa". Esse é o tipo de detalhe que separa o acerto do tropeço.

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