De acordo com a Política Nacional da Assistência Social, a gestão territorial responde à diretriz de descentralização político-administrativa e tem por objetivo atuar preventivamente. Ao disponibilizar as ofertas e concretizar o referenciamento dos serviços ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), este se torna uma referência para a população local e para os serviços setoriais. Assim, a gestão territorial demanda do CRAS: I - um adequado conhecimento do território. II - a organização e articulação das unidades da rede socioassistencial a ele referenciadas. III - a coordenação da acolhida, inserção, encaminhamento e acompanhamento dos usuários. Diante do exposto, assinale a alternativa CORRETA:
- A)Somente as afirmativas I e III estão corretas.
Errada, porque a afirmativa II também está correta e não pode ser excluída.
- B)Somente as afirmativas I e II estão corretas.
Errada, porque a afirmativa III também integra as funções do CRAS no atendimento territorial.
- C)Somente a afirmativa I está correta.
Errada, porque o CRAS não se limita ao conhecimento do território, ele também articula a rede e acompanha os usuários.
- D)Somente a afirmativa III está correta.
Errada, porque as afirmativas I e II também estão corretas, não apenas a III.
- E)Todas as afirmativas estão corretas.
Correta, pois as três afirmativas retratam funções típicas da gestão territorial no CRAS previstas na PNAS.
Gabarito: E
A Política Nacional de Assistência Social (PNAS) trabalha com a ideia de gestão territorial para levar a proteção social até onde as vulnerabilidades realmente acontecem: no território onde as pessoas vivem. Em vez de esperar o problema explodir, o CRAS atua de forma preventiva, identificando riscos, fortalecendo vínculos e organizando o atendimento de base na comunidade. Nesse contexto, o CRAS precisa conhecer bem o território, porque sem mapa social não há planejamento decente. Também deve organizar e articular as unidades da rede socioassistencial que lhe são referenciadas, funcionando como porta de entrada e ponto de articulação dos serviços. Além disso, cabe a ele coordenar a acolhida, o encaminhamento, a inserção e o acompanhamento das famílias e usuários, garantindo continuidade no atendimento. Por isso, as afirmativas I, II e III estão corretas. Essa leitura é compatível com a lógica da PNAS e com a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, além das orientações técnicas do CRAS, que reforçam sua função de referência territorial e de coordenação do acompanhamento das famílias. Em resumo: o CRAS não é só um balcão de atendimento, ele é o cérebro local da proteção social básica.