Quanto aos ministérios e às respectivas áreas de competência, assinale a alternativa correta.
- A)O ministro coordenador formulará soluções e decidirá sobre a melhor alternativa, independentemente de manifestação do presidente da República.
Errada, porque o ministro coordenador não decide independentemente do Presidente da República, já que a atuação ministerial se subordina às diretrizes do chefe do Executivo.
- B)O ministro coordenador obrigatoriamente será o ministro do planejamento.
Errada, porque não há regra geral impondo que o ministro coordenador seja obrigatoriamente o ministro do Planejamento.
- C)Na ausência de designação específica do ministro coordenador, tal incumbência recairá sobre o ministro da justiça.
Errada, porque a ausência de designação específica não faz a incumbência recair automaticamente sobre o ministro da Justiça.
- D)Para o desempenho de encargos temporários de natureza relevante, o presidente da República poderá prover até quatro cargos de ministro extraordinário.
Certa, porque o Presidente da República pode prover até quatro cargos de ministro extraordinário para encargos temporários de natureza relevante.
Gabarito: D
Aqui a ideia central é simples: em matéria de ministérios, vale a regra de organização do Executivo, e o Presidente da República é quem lidera a estrutura. Os ministros funcionam como auxiliares diretos, cada um cuidando da sua área, sempre dentro das diretrizes presidenciais. Eles não atuam como “chefes autônomos” do governo, nem podem inventar comando por conta própria. Na prática, isso evita a imagem de um ministério que sai correndo sem motorista. A banca costuma explorar justamente esse ponto: a competência ministerial existe, mas não é solta. O ministro desempenha encargos definidos pelo Presidente e pela lei, e a atuação extraordinária só aparece em hipóteses específicas. Quando a Constituição e a legislação admitem ministros extraordinários, a ideia é atender tarefas temporárias e relevantes, sem transformar isso em uma estrutura paralela permanente. Por isso, o gabarito é a letra D: o Presidente da República pode prover até quatro cargos de ministro extraordinário para o desempenho de encargos temporários de natureza relevante. É uma previsão excepcional, que serve para demandas pontuais do governo, e não para criar uma nova linha de comando ministerial. Em resumo: ministro não manda acima do Presidente, não existe regra de coordenação automática por pasta específica, e a figura do ministro extraordinário é excepcional e limitada. É aquele tipo de questão em que a banca testa se você sabe diferenciar administração ordinária de solução temporária e pontual.