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Direito Constitucional · FUNDATEC · 2022

Questão comentada de Direito Constitucional

Maria Helena Diniz apresenta proposta de classificação das normas constitucionais quanto à sua eficácia, adotando como critério a intangibilidade e a produção de efeitos concretos das normas, que são classificadas em:

Gabarito: A

Quando a doutrina fala em eficácia das normas constitucionais, ela quer saber o quanto a norma consegue produzir efeitos na prática e o quanto ela depende de outra atuação do Estado para funcionar plenamente. Aqui, a banca foi cobrar a classificação de Maria Helena Diniz, que trabalha com um critério ligado à intangibilidade e à produção de efeitos concretos das normas constitucionais. Em vez de usar a clássica divisão de José Afonso da Silva, ela prefere outra nomenclatura. Nessa proposta, existem as normas supereficazes ou com eficácia absoluta, que são praticamente intocáveis, como as cláusulas pétreas em sua lógica de proteção reforçada. Depois vêm as normas com eficácia plena, que já nascem aptas a produzir todos os seus efeitos sem depender de lei posterior. Há também as normas com eficácia relativa restringível, que produzem efeitos desde já, mas podem sofrer limitação por lei infraconstitucional. Por fim, existem as normas com eficácia relativa complementável ou dependente de complementação legislativa, que precisam de uma lei integradora para gerar todos os efeitos prometidos. Essa é a chave da questão: a banca quis saber a classificação de Maria Helena Diniz, e não a tríade clássica de eficácia plena, contida e limitada. Por isso, a alternativa A é a correta, porque traz exatamente essa divisão doutrinária. Na hora da prova, vale lembrar: se a questão citar Maria Helena Diniz, acenda a luz amarela para a classificação tradicional e vá direto na nomenclatura dela. Em Direito Constitucional, a banca adora trocar o rótulo e ver se você percebe o truque.

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