Após ampla mobilização dos servidores públicos do Estado Sigma, foi apresentado anteprojeto de lei, por meio da Comissão de Participação Legislativa da Assembleia Legislativa, estabelecendo regras para os servidores ocupantes de cargos de provimento efetivo. De acordo com essas regras, os servidores que sejam designados para cargos em comissão, ocupando-os por um período mínimo de oito anos, passam a receber os respectivos valores em caráter permanente, juntamente com a sua remuneração regular, mesmo após a cessação da designação. Após os trâmites devidos no âmbito da Casa Legislativa, a Comissão de Constituição e Justiça analisou a matéria e concluiu corretamente que
- A)o servidor possui a garantia da irredutibilidade de vencimentos, logo, a proposta é constitucional.
Incorreta. Irredutibilidade não garante incorporação de comissão cessada.
- B)o regime jurídico dos servidores de Sigma deve ser estatuído pela respectiva Assembleia Legislativa, logo, a proposta é constitucional.
Incorreta. Competência estadual não autoriza vantagem incompatível com a Constituição.
- C)a proposta somente será constitucional caso o período de designação para o cargo em comissão seja contado em caráter contínuo.
Incorreta. Continuidade do período não sana o vício material.
- D)a possibilidade prevista na proposta somente pode ser reconhecida em lei nacional editada pela União, não em lei editada por Sigma.
Incorreta. O problema não é depender de lei nacional da União.
- E)a percepção da remuneração é justificada pelo vínculo funcional, sendo vedada a sua percepção após a cessação desse vínculo, logo, a proposta é inconstitucional.
Correta. A remuneração da comissão depende do vínculo funcional em exercício.
Gabarito: E
Remuneração por cargo em comissão decorre do exercício da função de confiança. Incorporar valores após cessada a designação viola a lógica constitucional remuneratória e a vedação a vantagens sem vínculo atual.