Certo Estado da Federação fez editar uma Lei que determinou a possibilidade de os órgãos de segurança pública estadual alienarem armas de fogo a seus integrantes por meio de venda direta, ou seja, sem a necessidade de realizar licitação. Considerando o cabimento e as hipóteses de contratação direta, à luz do ordenamento jurídico e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal acerca do tema, é correto afirmar que tal norma
- A)é constitucional, na medida em que o estado tem competência legislativa suplementar para pormenorizar as hipóteses de inexigibilidade de licitação.
Errada. A suplementação não permite ampliar inexigibilidade ou dispensa fora das normas gerais.
- B)é inconstitucional, considerando que os Estados não têm competência para legislar acerca da temática atinente à licitação e contratação.
Errada. Estados têm competência suplementar, embora limitada.
- C)é constitucional, tendo em vista todos os entes federativos têm competência para legislar sobre licitação e contratação, de modo que podem estabelecer qualquer espécie de contratação direta.
Errada. Os entes não podem criar qualquer contratação direta livremente.
- D)é inconstitucional, pois, dentre outros motivos, traduz uma hipótese de licitação dispensável, que extrapola a competência suplementar dos Estados na temática licitação e contratação.
Correta. A norma estadual extrapola a competência suplementar.
- E)é constitucional, porquanto determinada uma hipótese de licitação dispensável, cujo rol exemplificativo determinado pela União pode ser complementado pelos Estados, de acordo com as peculiaridades locais.
Errada. O rol nacional de dispensa não é livremente exemplificativo para os Estados.
Gabarito: D
A União edita normas gerais sobre licitações e contratações, e os Estados podem suplementá-las sem criar novas hipóteses de contratação direta que extrapolem o modelo nacional. Venda direta de armas a agentes públicos cria dispensa indevida.