Jonas foi preso em flagrante pela prática do crime de tráfico ilícito de substâncias entorpecentes. Ao ser conduzido à delegacia de polícia, foi qualificado e comunicado por um agente policial que, embora portasse sua carteira de identidade, deveria ser submetido à identificação dactiloscópica. O advogado de Jonas, por sua vez, afirmou que essa prática não seria correta. À luz da sistemática constitucional, com abstração de qualquer regulamentação legal, é correto afirmar que:
- A)é vedada, em qualquer caso, a identificação de Jonas;
Incorreta. A identificação criminal pode ocorrer nas hipóteses legais.
- B)é compulsória a identificação de qualquer preso, inclusive de Jonas;
Incorreta. Não é compulsória para qualquer preso.
- C)é obrigatória a identificação de Jonas, considerando as circunstâncias indicadas na narrativa;
Incorreta. A narrativa, por si só, não torna obrigatória a identificação.
- D)é vedada a identificação nas circunstâncias indicadas, ressalvadas as hipóteses previstas em lei;
Correta. Reproduz a garantia do art. 5º, LVIII.
- E)é imperativa a identificação de Jonas, sendo resguardado o seu direito de se negar a colaborar.
Incorreta. Não é imperativa no caso narrado.
Gabarito: D
O civilmente identificado não será submetido à identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei. Como Jonas portava identidade, a identificação dactiloscópica é vedada nas circunstâncias narradas, ressalvada autorização legal específica.