José, servidor público do Estado Ômega, é namorado de Maria, que dá à luz gêmeos, filhos de José. Lamentavelmente, Maria falece no parto dos filhos do casal. José declara no registro civil a paternidade de ambas as crianças e, munido das certidões de nascimento, requer o afastamento do serviço, sem prejuízo da remuneração, pelo prazo de 120 dias, à semelhança do que sucede com a licença-maternidade, prevista na legislação de regência. O pedido de José:
- A)pode ser deferido, mas depende de juízo de conveniência e oportunidade do governador do Estado Ômega, que pode decidir no caso de omissão da lei;
Errada. Não se trata de conveniência do governador.
- B)deve ser totalmente deferido, pois José tem o direito e o dever de prestar assistência às crianças recém-nascidas, cuja proteção integral deve ser assegurada;
Correta. O pedido deve ser deferido para assegurar proteção integral aos recém-nascidos.
- C)deve ser parcialmente deferido, pois José tem presunção de suficiência econômica, cabendo-lhe o afastamento, mas sem direito à remuneração no período correspondente;
Errada. A licença é sem prejuízo da remuneração.
- D)deve ser indeferido, pois não há regra na legislação de regência que assegure esse direito, que é restrito às mães, aplicando-se ao caso o princípio da legalidade estrita;
Errada. A ausência de regra específica não impede a aplicação constitucional protetiva.
- E)pode ser deferido, mas depende de juízo de conveniência e oportunidade do chefe imediato de José, dado que o afastamento pode prejudicar a eficiência administrativa.
Errada. Não é decisão discricionária do chefe imediato.
Gabarito: B
O STF reconhece que, na falta da mãe, o pai servidor responsável pelo recém-nascido pode ter licença em moldes equivalentes à licença-maternidade, em razão da proteção integral da criança, da convivência familiar e da igualdade parental.