João, Antônio e Pedro, cientistas políticos, tiveram uma acalorada discussão em relação às características essenciais do sistema de representação proporcional. João observou que o sistema D’Hondt oferece solução mais adequada à distribuição dos restos que a regra do quociente eleitoral, mas não é historicamente adotado na realidade brasileira. Antônio, por sua vez, ressaltou que o sistema de listas fechadas privilegia a vontade do eleitor em detrimento dos desígnios da agremiação partidária. Por fim, Pedro observou que a importância dos “puxadores de voto”, a partir da reforma eleitoral de 2015, foi amenizada. Chamada a opinar, Maria concluiu corretamente, em relação às observações dos três cientistas políticos, que
- A)João está parcialmente certo, Antônio está totalmente errado, e Pedro está totalmente certo.
Correta. João está parcialmente certo, Antônio errado e Pedro certo.
- B)Pedro está parcialmente certo, Antônio está totalmente errado e João está totalmente errado.
Errada. Pedro não está apenas parcialmente certo e João não está totalmente errado.
- C)Antônio está totalmente certo; João está totalmente errado; e Pedro está parcialmente certo.
Errada. Antônio está errado.
- D)João está parcialmente certo; Antônio está totalmente certo; e Pedro está totalmente certo.
Errada. Antônio não está certo.
- E)João, Antônio e Pedro estão totalmente errados.
Errada. Pedro não está errado.
Gabarito: A
O método de maiores médias, associado a D’Hondt, é usado na distribuição de sobras no sistema proporcional brasileiro, embora João erre ao negar sua adoção histórica. Lista fechada fortalece o partido, não a vontade individual do eleitor. A reforma de 2015 reduziu o efeito dos puxadores de voto ao exigir votação nominal mínima.