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Direito Constitucional · FGV · 2023

Questão comentada de Direito Constitucional

João, juiz de Direito, sofreu sanção disciplinar que foi aplicada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao reformar decisão absolutória proferida pelo Tribunal local. Cinco meses depois, após muito refletir sobre os diversos incidentes ocorridos no curso da relação processual, identificou uma irregularidade que, a seu ver, configurava nulidade absoluta. Por tal razão, decidiu ingressar com uma medida judicial visando à declaração de nulidade da decisão proferida. João deve ajuizar:

Gabarito: B

Aqui a pegadinha é temporal e de competência ao mesmo tempo. Quando o ato questionado é do CNJ, a Constituição dá ao STF competência originária para processar e julgar as ações contra o Conselho Nacional de Justiça, nos termos do art. 102, I, r, da CF. Só que, se a via fosse mandado de segurança, haveria um prazo fatal de 120 dias (Lei 12.016/2009, art. 23). Como João demorou cinco meses, o MS ficou inviável. Então sobra a ação de rito comum, proposta em face da União, que é quem normalmente responde judicialmente pelos atos do CNJ, com processamento e julgamento no STF por causa da regra constitucional de competência originária. Em prova, isso aparece assim: ato do CNJ - STF; prazo do MS estourado - ação ordinária. A ideia central é simples: mandado de segurança tem relógio correndo, ação ordinária não. E o STF entra na história não porque a matéria seja constitucional em si, mas porque a Constituição reservou para ele o controle judicial dos atos do CNJ.

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