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Direito Constitucional · FGV · 2023

Questão comentada de Direito Constitucional

O Partido Político Zeta ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) almejando que fosse reconhecida a incompatibilidade formal e material da Lei nº X com a Constituição da República de 1988. Em razão dos interesses envolvidos, questionou o seu advogado em relação aos efeitos de eventual decisão que julgasse procedente o pedido, a ser proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O advogado respondeu corretamente que a referida decisão

Gabarito: E

Na ADI, a regra é simples: se o STF declara a lei inconstitucional, a norma nasce e morre com defeito, então a decisão produz efeitos em regra ex tunc, ou seja, retroage para retirar a validade desde a origem. Isso vem da lógica do controle concentrado e é reforçado pela Lei 9.868/1999, que trata da ação direta no STF. Mas existe um detalhe importante: o STF pode modular os efeitos por razões de segurança jurídica ou excepcional interesse social, e aí o efeito pode deixar de ser retroativo. Essa modulação não é automática nem acontece por qualquer maioria; a lei exige o voto de 2/3 dos ministros do Tribunal, conforme o art. 27 da Lei 9.868/1999. Além disso, para o julgamento de procedência da ADI, o STF precisa de quórum qualificado. Em regra, a declaração de inconstitucionalidade exige pelo menos 6 ministros votando nesse sentido, isto é, maioria absoluta dos 11 membros da Corte. É por isso que a alternativa correta junta as duas ideias que mais caem em prova: efeito ex tunc como regra e quórum mínimo de 6 votos. Então, o gabarito E está certo porque traduz exatamente o regime jurídico da ADI: decisão de procedência com eficácia retroativa, salvo modulação excepcional, e julgamento válido com ao menos seis ministros acompanhando a tese de inconstitucionalidade.

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