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Direito Constitucional · FGV · 2022

Questão comentada de Direito Constitucional

Joana foi aprovada no concurso público para o cargo efetivo de investigador policial da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e acaba de ser nomeada. No caso em tela, em matéria de controle externo da administração pública, de acordo com o texto constitucional, compete:

Gabarito: A

Quando a Administração Pública contrata ou nomeia alguém para cargo efetivo, essa admissão não fica “valendo de qualquer jeito”: o ato precisa ser apreciado pelo Tribunal de Contas para fins de registro. Isso decorre do modelo constitucional de controle externo, em que o Poder Legislativo fiscaliza com auxílio do Tribunal de Contas, e, nos estados, o regime do art. 75 da Constituição manda aplicar, no que couber, as regras do art. 71. Entre essas regras está a competência para apreciar a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, excetuadas apenas as nomeações para cargo em comissão. Traduzindo para a vida real: se Joana foi nomeada para cargo efetivo de investigador policial, a legalidade dessa admissão deve ser apreciada pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, para fins de registro. O objetivo é impedir ingresso irregular no serviço público e dar um “carimbo constitucional” de validade ao ato. A banca FGV gosta muito dessa distinção: cargo efetivo entra no controle do Tribunal de Contas; cargo em comissão é a exceção. O detalhe está no texto constitucional e cai com frequência em questões sobre controle externo. Por isso, a alternativa A está correta: ela reproduz a regra do art. 71, III, aplicada aos estados pelo art. 75 da Constituição Federal.

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