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Direito Constitucional · FGV · 2022

Questão comentada de Direito Constitucional

Maria, Juíza de Direito, sofreu sanção disciplinar no âmbito do Tribunal de Justiça do Estado Alfa. Irresignada, requereu que o Conselho Nacional de Justiça anulasse o processo administrativo, em razão da presença de alegados vícios formais. O requerimento foi indeferido sob o argumento de que não foram detectados quaisquer vícios no processo disciplinar. À luz dessa narrativa, caso Maria decida ingressar com ação judicial para anular a condenação, é correto afirmar que

Gabarito: B

Aqui a ideia central é separar duas coisas: a sanção disciplinar aplicada pelo Tribunal de Justiça e a tentativa de controle feita depois no Conselho Nacional de Justiça. O CNJ faz controle administrativo e disciplinar do Judiciário, mas isso não transforma o caso em matéria federal nem empurra automaticamente a discussão para o STF. Se Maria quer anular a condenação disciplinar, ela vai discutir a validade do ato perante o Judiciário competente para examinar esse ato de origem. Como a punição veio do Tribunal de Justiça do Estado Alfa, o julgamento da ação anulatória fica na Justiça estadual do próprio Estado, e não no STF nem na Justiça Federal. O STF só entra em hipóteses constitucionais específicas, e o simples fato de o CNJ ter apreciado o pedido não desloca a competência. Também não existe essa história de prévia autorização do CNJ para ajuizar ação. Decisão do CNJ não é blindada contra controle judicial, porque o princípio da inafastabilidade da jurisdição continua valendo. Em outras palavras: o CNJ pode dizer "não vejo vício", mas o Judiciário ainda pode ser acionado para reexaminar a legalidade do ato. Por isso, o gabarito é a letra B: a ação será proposta perante o órgão competente da Justiça do Estado Alfa. A pegadinha da questão está em tentar fazer você achar que, por envolver o CNJ, o caso virou assunto do STF ou da Justiça Federal. Não virou.

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