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Direito Constitucional · FGV · 2022

Questão comentada de Direito Constitucional

A Polícia Civil do Estado Alfa, em uma operação de rotina, constatou que o Deputado Federal João estava em situação de flagrância na prática de determinada infração penal. À luz da sistemática constitucional, é correto afirmar que João

Gabarito: D

Quando o assunto é parlamentar federal, a Constituição cria uma proteção especial chamada imunidade formal. No caso de crime em flagrante, o Deputado Federal pode ser preso, mas só se a infração for inafiançável. Isso está no art. 53, §2º, da Constituição: "os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável". Perceba a lógica: não é uma blindagem total, e também não depende de autorização prévia da Casa Legislativa para a prisão em flagrante. O que acontece depois é que os autos da prisão devem ser remetidos, dentro de 24 horas, à respectiva Casa, que vai decidir se mantém ou não a prisão. Isso vale porque a Constituição confia ao próprio Parlamento o controle político dessa medida excepcional. Outro detalhe importante: para iniciar o processo penal, não existe necessidade de autorização da Câmara ou do Senado. Desde a Emenda Constitucional 35/2001, o processo pode começar normalmente, sem aquela antiga exigência de licença prévia. Então, a prisão em flagrante pode ocorrer apenas em crime inafiançável, os autos vão para a Casa Legislativa, e o processo segue sem depender de autorização parlamentar. Por isso o gabarito é a letra D. Ela junta exatamente os dois pontos corretos: prisão em flagrante somente em crime inafiançável, remessa dos autos à Casa Legislativa para decidir sobre a prisão e inexistência de autorização para o início da ação penal.

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