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Direito Constitucional · FGV · 2021

Questão comentada de Direito Constitucional

Um partido político, que somente contava com representação no Senado Federal, ajuizou ação direta de inconstitucionalidade almejando o reconhecimento da invalidade da íntegra da Lei nº XX, do Estado ZZ, que dispunha sobre a concessão de determinado benefício fiscal. Na ocasião, impugnou, ainda, o Decreto nº YY, que regulamentara a forma como o benefício seria concedido. Na situação descrita, o Supremo Tribunal Federal:

Gabarito: B

Nesta questão, o primeiro ponto é matar a armadilha da legitimidade: partido político com representação no Congresso Nacional pode propor ADI, mesmo que tenha bancada só no Senado. O art. 103, VIII, da CF não exige presença nas duas Casas, basta ter representação parlamentar em uma delas. O segundo ponto é entender que a ADI pode alcançar não só a lei, mas também o decreto regulamentar quando ele está amarrado ao mesmo contexto normativo e depende da lei impugnada. Se a lei cai, o decreto que apenas a regulamenta e detalha sua execução tende a cair junto, por interdependência lógica e jurídica. Por isso o gabarito é a letra B: o STF pode declarar a inconstitucionalidade da Lei nº XX e, por arrastamento, atingir o Decreto nº YY. Isso é compatível com a lógica do controle concentrado, que evita decisões “pela metade” quando a norma infralegal está totalmente vinculada à norma principal. Resumo de prova: partido com bancada em uma Casa já tem legitimidade ativa; e, em ADI, decreto regulamentar não vira blindagem só porque é “decreto”. Se ele depende da lei questionada, o STF pode limpá-lo junto com ela.

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