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Direito Constitucional · FGV · 2016

Questão comentada de Direito Constitucional

Paulo é servidor concursado da Câmara de Vereadores do município Beta há mais de quinze anos. Durante esse tempo, Paulo concluiu cursos de aperfeiçoamento profissional, graduou-se no curso de economia, exerceu cargos em comissão e foi promovido por merecimento. Todos esses fatores contribuíram para majorar sua remuneração. Considerando a disciplina constitucional a respeito dos servidores públicos, assinale a afirmativa correta.

Gabarito: A

Aqui o ponto central é o teto remuneratório do servidor público. A Constituição, no art. 37, XI, diz que a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos ficam limitados ao teto constitucional. Para os Municípios, o teto é o subsídio do Prefeito. Então, sendo Paulo servidor da Câmara de Vereadores de Beta, a regra aplicada é a do teto municipal, que olha para o Prefeito, e não para o que ganham os vereadores. Outro detalhe importante: esse teto alcança a soma da remuneração, inclusive vantagens pessoais e acréscimos de natureza remuneratória. Ou seja, gratificações, adicionais e promoções por merecimento entram na conta, salvo hipóteses indenizatórias, que não se confundem com remuneração. A lógica é simples: a Constituição não quer que se “fatie” o salário em pedaços para escapar do limite. Por isso, a alternativa A está correta. Paulo é servidor municipal e, no âmbito municipal, o limite máximo é o subsídio do Prefeito do respectivo Município, nos termos do art. 37, XI, da CRFB/88. É a regra clássica de teto por ente federativo. As demais alternativas tentam puxar o raciocínio para o lugar errado: vereadores não são teto geral de servidor, acréscimos remuneratórios não escapam automaticamente do teto, e não existe essa ideia de que o teto municipal depende de lei complementar para existir. A própria Constituição já o estabelece.

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