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Direito Constitucional · CS-UFG · 2023

Questão comentada de Direito Constitucional

No que se refere à atuação do Ministério Público na fiscalização de atos que atentam contra os princípios da administração pública na ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, de imparcialidade e de legalidade, quem está sujeito à fiscalização?

Gabarito: D

A Lei de Improbidade Administrativa amplia bastante o alcance da responsabilização. Então, quando a questão fala em atos que violam honestidade, imparcialidade e legalidade, não pense só no servidor concursado ou no cargo de chefia. A ideia é proteger a moralidade administrativa em sentido amplo. Pela Lei 8.429/1992, especialmente no art. 2º, considera-se agente público todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades alcançadas pela lei. Ou seja: o guarda do jogo, o comissionado, o dirigente nomeado, o mesário e até quem atua sem salário podem entrar na conta, se estiverem exercendo função pública. Por isso, o gabarito é a letra D. Ela traduz exatamente a noção legal de agente público sujeita à fiscalização e à responsabilização por improbidade. A banca quer que você enxergue o alcance máximo da lei, e não uma visão “CLT/carreira” da Administração. Em resumo: o Ministério Público fiscaliza a atuação de quem exerce função administrativa em nome do Estado, porque a proteção da probidade alcança não só o servidor clássico, mas todos que, de algum modo, manuseiam a coisa pública.

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