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Direito Constitucional · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Direito Constitucional

Cássio e Júlio são servidores públicos ocupantes de cargos efetivos de determinada prefeitura. Ambos assumirão exercício de mandato eletivo, investidos nos mandatos de prefeito e vereador, respectivamente. Diante do exposto, assinale a afirmativa que apresenta corretamente as disposições constitucionais que devem ser aplicadas na situação narrada.

Gabarito: B

A Constituição trata do servidor público que assume mandato eletivo no art. 38. A lógica é simples: ela tenta evitar que o servidor fique em dupla função quando isso atrapalha o cargo, mas também não quer punir quem exerce mandato político de forma compatível. Por isso, tudo gira em torno de qual mandato foi assumido e se há compatibilidade de horários. No caso do vereador, a regra é a mais “amigável”: se houver compatibilidade de horários, ele continua no cargo efetivo e ainda pode receber as vantagens dele, sem perder a remuneração do mandato eletivo. É exatamente o que diz o art. 38, III, da CF. Então, se Júlio é vereador e os horários combinam, ele não precisa largar o cargo efetivo. Já para prefeito, a Constituição é mais rígida: o servidor fica afastado do cargo efetivo, mas com possibilidade de optar pela remuneração. Ou seja, não existe essa ideia de receber obrigatoriamente o salário do mandato eletivo, porque a CF fala em faculdade de opção, não em imposição. Além disso, o tempo de serviço conta para os efeitos legais, salvo promoção por merecimento, e o regramento previdenciário segue a lógica do afastamento prevista no art. 38. Resumo de prova: vereador com compatibilidade de horários pode acumular a remuneração do cargo efetivo com a do mandato; prefeito, não. A banca costuma cobrar essa diferença com carinho quase cruel.

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