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Direito Constitucional · CONSULPLAN · 2022

Questão comentada de Direito Constitucional

O Presidente da República, após reunião com Ministro de Estado, acerca de determinada circunstância relevante e urgente para a sociedade brasileira, se convenceu a respeito da necessidade de adotar uma medida provisória. No exercício de tal espécie legislativa, é correto afirmar que o Chefe do Poder Executivo deverá considerar que:

Gabarito: D

A medida provisória é um ato normativo com força de lei, editado pelo Presidente da República em caso de relevância e urgência, nos termos do art. 62 da Constituição. Ela entra em vigor imediatamente, mas precisa ser apreciada pelo Congresso Nacional, que pode aprová-la, rejeitá-la ou deixá-la perder eficácia. Ou seja: não é um cheque em branco presidencial, embora o Executivo tenha a caneta na largada. O ponto central da questão está nos requisitos de relevância e urgência. Em regra, esse juízo é político e administrativo, feito pelo Presidente da República, e o controle cabe principalmente ao Congresso Nacional. O Poder Judiciário, por respeito à separação de poderes, não substitui esse juízo político, salvo em hipóteses excepcionais de abuso evidente ou desvio manifesto. Por isso, a alternativa D está correta: a análise da necessidade da medida provisória é, em regra, do Chefe do Executivo, com controle político do Legislativo. Essa é a linha clássica do STF, que admite intervenção judicial apenas quando houver manifesta ausência dos pressupostos constitucionais, isto é, quando a urgência e a relevância forem claramente inexistentes ou usadas de forma abusiva. Então, na prova, guarde a ideia: medida provisória tem pressa, mas não tem passe livre. O Presidente avalia a urgência e a relevância, o Congresso fiscaliza e o Judiciário só entra na história se houver exagero gritante.

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