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Direito Constitucional · CESPE/CEBRASPE · 2022

Questão comentada de Direito Constitucional

Lúcio é policial da Polícia Rodoviária Federal; Ana é professora concursada de universidade pública federal; Cláudio é policial legislativo da Câmara dos Deputados; e Patrícia é policial civil de determinado estado da Federação. Nessa situação, segundo a Constituição Federal de 1988, poderão ter idade e tempo de contribuição diferenciados para aposentadoria, estabelecidos por lei complementar dos respectivos entes da Federação,

Gabarito: C

A Constituição prevê hipóteses de aposentadoria com idade e tempo de contribuição diferenciados para algumas carreiras sensíveis. Em linhas gerais, a ideia é simples: determinadas funções, por exigirem mais desgaste, risco ou regime especial de trabalho, podem ter regras previdenciárias próprias, normalmente definidas em lei complementar do ente competente. No caso da questão, a lógica cobrada pela banca é a seguinte: a professora concursada de universidade pública federal entra na proteção constitucional dada ao magistério; o policial legislativo da Câmara dos Deputados também pode ter disciplina especial; e a policial civil estadual é outro exemplo clássico de carreira com regramento diferenciado. Já o policial rodoviário federal, no recorte cobrado pela banca, não foi incluído na alternativa correta. O ponto-chave aqui é reconhecer que a CF/88 trata essas carreiras por regimes específicos e que a prova costuma cobrar o nome exato do grupo beneficiado, sem deixar a gente escapar para generalizações do tipo "todo policial" ou "todo professor". Em concursos, uma palavrinha muda tudo, e a CESPE adora esse tempero. Por isso o gabarito é a letra C: Ana, Cláudio e Patrícia. A resposta reflete a leitura constitucional e o enquadramento específico das categorias mencionadas na alternativa.

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