O time A vendeu o jogador de futebol Caio ao time B. No contrato, havia cláusula estipulando que, se o time B negociasse o jogador para outro time nos 18 meses seguintes à celebração do contrato, haveria o pagamento ao time A de um percentual sobre o valor da venda. O time B recebeu duas propostas do time C para vender o jogador, no período dos 18 meses seguintes ao contrato celebrado com o time B, mas rejeitou as propostas, sob o fundamento de que somente o venderia após o prazo de 18 meses previsto no contrato firmado com o time A. Após 19 meses da celebração do contrato com o time A, o time B vendeu o jogador Caio ao time C, não pagando nada ao time A. Acerca da cláusula retratada no caso hipotético, pode-se corretamente afirmar que
- A)é nula, por representar uma condição puramente potestativa.
Correta. Conforme o gabarito oficial, a exigibilidade do percentual ficou submetida ao puro arbitrio do time B, que podia simplesmente escolher não negociar no prazo.
- B)é válida, por representar uma condição simplesmente potestativa.
Incorreta. A banca não tratou a hipótese como simplesmente potestativa, mas como puramente potestativa, pois a frustracao do evento dependia da vontade unilateral do devedor.
- C)é válida, pois representa uma condição perplexa.
Incorreta. Condição perplexa e a que priva o negócio de efeito ou gera contradicao interna; não e a categoria aplicada ao caso.
- D)é anulável, por representar uma condição promíscua.
Incorreta. A consequencia apontada pela banca não foi anulabilidade por condição promiscua, mas nulidade por condição puramente potestativa.
- E)é anulável, por representar uma condição suspensiva imprópria.
Incorreta. Não se trata de condição suspensiva impropria anulavel; o foco e a sujeicao do pagamento ao arbitrio de uma parte.
Gabarito: A
O art. 122 do Codigo Civil admite condições em geral, mas proibe as que sujeitam o negócio ao puro arbitrio de uma das partes. No gabarito oficial, a cláusula que fazia o pagamento ao time A depender da decisão unilateral do time B de negociar ou não o jogador dentro de 18 meses foi tratada como condição puramente potestativa, portanto nula.