Nazaré faleceu sem deixar descendentes ou ascendentes, tampouco deixou testamento. Por isso, quando de seu inventário, houve disputa entre seus possíveis herdeiros. De um lado, seu irmão bilateral Osvaldo pretendia a totalidade da herança. De outro lado, também afirmava ter direitos sobre a herança seu sobrinho Pedro, que era filho de Rejane, a irmã (também bilateral) de Nazaré, que falecera anos antes dela. Como Nazaré não deixou outros parentes vivos, o acervo hereditário deve ir:
- A)integralmente para Osvaldo;
Incorreta. O irmão vivo não exclui o sobrinho que sucede por representação.
- B)dois terços para Osvaldo e um terço para Pedro;
Incorreta. A divisão por estirpes não dá dois terços ao irmão vivo nesse cenário.
- C)metade para Osvaldo e metade para Pedro;
Correta. Osvaldo herda por cabeça e Pedro recebe a metade que caberia à mãe pré-morta.
- D)dois terços para Pedro e um terço para Osvaldo;
Incorreta. Pedro representa sua mãe, mas não recebe quota superior à estirpe do irmão vivo.
- E)integralmente para Pedro.
Incorreta. O sobrinho representante não exclui o irmão sobrevivente.
Gabarito: C
Na sucessão colateral, o sobrinho pode representar o irmão pré-morto do autor da herança; havendo duas estirpes bilaterais, cada uma recebe metade.