Romeu e Julieta, casados desde 2010 pelo regime da comunhão parcial de bens, encontram-se em crise conjugal, agravada pelo início da adolescência dos únicos filhos do casal. Destaca-se que não há consenso acerca da partilha do vasto patrimônio do casal. Diante da situação hipotética narrada, com base no tema dissolução da sociedade e do vínculo conjugal e seus efeitos, assinale a afirmativa correta.
- A)A separação judicial, que pode advir unicamente da vontade dos cônjuges, é uma das formas lícitas e aceitas pelo ordenamento jurídico e jurisprudências pátrias de extinção do casamento.
Incorreta. Separação judicial não dissolve o vínculo matrimonial como o divórcio.
- B)Caso não haja concesso ou prévia partilha de bens, o divórcio torna-se inviável, não podendo ser concedido.
Incorreta. A ausência de partilha prévia não impede a decretação do divórcio.
- C)Em caso de litígio judicial de ordem patrimonial, o divórcio modificará os direitos e deveres dos pais em relação aos filhos, gerando como consequência a guarda exclusiva que será conferida ao cônjuge inocente.
Incorreta. Litígio patrimonial não gera guarda exclusiva ao cônjuge inocente.
- D)O adultério e a tentativa de homicídio geram o divórcio direto e unilateral, sendo que o cônjuge culpado perde o direito ao uso do nome e a guarda dos filhos.
Incorreta. O divórcio não se pauta por culpa com perda automática de nome e guarda.
- E)O casamento válido só se dissolve pela morte de um dos cônjuges ou pelo divórcio, aplicando-se a presunção estabelecida no Código Civil quanto ao ausente.
Correta. Reproduz a regra do Código Civil sobre dissolução do casamento válido.
Gabarito: E
O casamento válido se dissolve pela morte de um dos cônjuges ou pelo divórcio, aplicando-se a presunção legal quanto ao ausente. A partilha pode ficar para momento posterior, e o divórcio não depende de culpa nem altera automaticamente guarda ou poder familiar.