Conselheiro Substituto, Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT)
O edital de Conselheiro Substituto do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) cobra 16 matérias. As de maior peso são Português, Raciocínio Lógico, Direito Constitucional. Veja todas abaixo e treine questões de cada uma, de graça.
Remuneração inicial: Subsídio elevado, na faixa de ~R$ 35 mil a R$ 40 mil (magistratura de contas, com subsídio próximo ao teto do funcionalismo e variação por estado)Base: Portais de transparência dos Tribunais de Contas estaduais, referência 2026. Confira o edital vigente.
O cargo de cúpula do controle externo em Mato Grosso: você senta na mesa dos conselheiros do TCE-MT, com toga, prerrogativas de magistratura de contas e uma das remunerações mais altas do funcionalismo estadual.
O nome confunde muita gente. No TCE-MT o cargo formal é Auditor Substituto de Conselheiro, previsto na Lei Orgânica do Tribunal (Lei Complementar estadual 269/2007) e ancorado no art. 73, parágrafo 1º, e no art. 75 da Constituição Federal. Você não faz a inspeção de campo (isso é trabalho do Auditor de Controle Externo). Você integra a cúpula: relata processos, profere votos e substitui o conselheiro nas ausências, licenças, vacâncias e impedimentos, exercendo nessas horas as mesmas atribuições e a mesma remuneração do titular. São no máximo 3 cargos no quadro, com garantias parecidas com as da magistratura. É um concurso de pouquíssimas vagas, prova densa e nota de corte altíssima, mas que abre uma carreira de teto remuneratório do estado.
O que você faz no dia a dia
Esqueça a imagem do auditor de campo pedindo notas fiscais. O Auditor Substituto de Conselheiro do TCE-MT atua na ponta decisória do controle externo de Mato Grosso:
- Relata processos de contas de prefeitos, secretários, autarquias e órgãos do estado e dos municípios, elaborando o voto que vai a julgamento.
- Substitui o conselheiro titular em férias, licenças, afastamentos e vacância, assumindo voz e voto no Plenário e nas Câmaras.
- Aprecia legalidade de aposentadorias, admissões de pessoal, editais de licitação e contratos.
- Acompanha a aplicação da Lei de Responsabilidade Fiscal e a execução do orçamento estadual e municipal.
Quando está substituindo, suas atribuições se equiparam às de conselheiro: é, na prática, um julgador de contas.
A banca e o perfil da prova
O TCE-MT já alternou entre as grandes organizadoras do setor (o padrão dos Tribunais de Contas brasileiros é Cebraspe ou FGV para cargos de cúpula). Confirme sempre a banca no edital vigente, porque ela muda o estilo de questão: Cebraspe cobra o item certo/errado com pegadinhas de literalidade e jurisprudência; a FGV usa múltipla escolha com enunciados longos e raciocínio aplicado.
Independentemente da banca, o perfil é o mesmo: prova de altíssimo nível, pensada para selecionar pouquíssimos aprovados entre bacharéis experientes. A nota de corte costuma beirar o teto e a discursiva é tão eliminatória quanto a objetiva.
As matérias de maior peso e a prioridade de estudo
O edital de Conselheiro Substituto é largo (chega a passar por Civil, Penal, Processo, Empresarial), mas o peso real se concentra no eixo de controle:
- Controle Externo e legislação institucional (Constituição Federal arts. 70 a 75, Lei Orgânica do TCE-MT - LC 269/2007, e o Regimento Interno do Tribunal). Esse é o coração da prova e o tema mais específico deste cargo.
- Direito Financeiro, Orçamento Público e Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei 4.320/64, LC 101/2000).
- Auditoria Governamental e Contabilidade Pública (incluindo as normas aplicadas ao setor público).
- Direito Constitucional e Administrativo, que sustentam tudo.
Comece pela legislação institucional do próprio TCE-MT: é o que mais separa o aprovado do reprovado e o que menos cai em concursos genéricos.
Etapas do concurso
O rito típico para Conselheiro Substituto de Tribunal de Contas tem quatro fases, e o TCE-MT segue esse modelo:
- Prova objetiva (eliminatória e classificatória), ampla e de muitas disciplinas.
- Prova discursiva (eliminatória e classificatória), em geral com questões dissertativas de conhecimentos específicos mais a redação de uma peça técnica (voto ou parecer).
- Prova oral, em que você sustenta conhecimento diante da banca examinadora.
- Avaliação de títulos (classificatória), que valoriza pós-graduação e experiência.
Não há TAF nem investigação social no padrão desse cargo: a barreira é intelectual, na discursiva e na oral.
Nível, requisitos e remuneração
A exigência é diploma de nível superior. Para este cargo, a Lei Orgânica restringe o ingresso a bacharéis em Direito, Administração, Economia ou Ciências Contábeis, observados os requisitos do art. 73, parágrafo 1º, da Constituição (entre eles a idade mínima de 35 anos e notável saber, na lógica da carreira de cúpula). Confira no edital se há exigência de tempo de atividade profissional.
Sobre a remuneração: é uma das mais altas do estado, no patamar de subsídio de magistratura de contas. Em substituição ao conselheiro, você recebe o subsídio do titular. Por ser valor sujeito a reajuste, trate sempre pela faixa: é o teto da carreira pública estadual, e por isso a concorrência é feroz mesmo com pouquíssimas vagas.
Matérias do edital
| # | Matéria | Questões no acervo |
|---|---|---|
| 1 | Português | 113.268 |
| 2 | Raciocínio Lógico | 19.866 |
| 3 | Direito Constitucional | 45.442 |
| 4 | Direito Administrativo | 65.476 |
| 5 | Direito Civil | 15.999 |
| 6 | Direito Processual Civil | 11.190 |
| 7 | Direito Penal | 16.427 |
| 8 | Direito Processual Penal | 11.310 |
| 9 | Direito Tributário | 14.382 |
| 10 | Direito Financeiro | 6.211 |
| 11 | Administração Financeira e Orçamentária (AFO) | 15.292 |
| 12 | Finanças Públicas | 1.034 |
| 13 | Contabilidade Pública | 17.194 |
| 14 | Auditoria | 9.457 |
| 15 | Controle Externo | 866 |
| 16 | Administração Pública | 7.482 |
Acervo de questões por matéria disponível no furafila para treino.
Continue por aqui
Perguntas frequentes
Quanto ganha o Conselheiro Substituto?
Subsídio elevado, na faixa de ~R$ 35 mil a R$ 40 mil, magistratura de contas, com subsídio próximo ao teto do funcionalismo e variação por estado. Valor de referência (2026); confira sempre o edital e a tabela vigente.
Quais matérias caem no concurso Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para Conselheiro Substituto?
Pelo edital, o cargo de Conselheiro Substituto cobra 16 matérias: Português, Raciocínio Lógico, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Civil, Direito Processual Civil, Direito Penal, Direito Processual Penal, Direito Tributário, Direito Financeiro, Administração Financeira e Orçamentária (AFO), Finanças Públicas, Contabilidade Pública, Auditoria, Controle Externo, Administração Pública.
Por onde começar a estudar para Conselheiro Substituto?
Comece pelas matérias de maior peso no edital (Português, Raciocínio Lógico, Direito Constitucional) e treine questões de cada uma. No furafila você pratica de graça, com gabarito e microaula em cada questão.
Onde treinar questões para o concurso Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT)?
No furafila, de graça: questões comentadas das matérias do edital, com XP, ranking e batalhas para manter o ritmo.
Auditor Substituto de Conselheiro é o mesmo que Auditor de Controle Externo?
Não. O Auditor de Controle Externo faz a fiscalização técnica, audita órgãos e produz relatórios. O Auditor Substituto de Conselheiro é cargo de cúpula: relata processos, vota e substitui o conselheiro do TCE-MT em suas ausências, com prerrogativas próximas às da magistratura. São carreiras, provas e remunerações bem diferentes.
Quais formações podem prestar o concurso?
Pela Lei Orgânica do TCE-MT (LC 269/2007), o ingresso é restrito a bacharéis em Direito, Administração, Economia ou Ciências Contábeis, com os requisitos do art. 73, parágrafo 1º, da Constituição (incluindo idade mínima de 35 anos). Sempre confirme as exigências no edital vigente.
Por onde devo começar a estudar?
Pela legislação institucional do próprio Tribunal: Lei Orgânica (LC 269/2007), Regimento Interno e os arts. 70 a 75 da Constituição sobre controle externo. Em seguida, Direito Financeiro, LRF, Auditoria Governamental e Contabilidade Pública. Esse é o eixo de maior peso e o mais específico deste cargo.