A Segurança Ativa é o segmento da Contrainteligência que preconiza a adoção de um conjunto de ações de especialistas, de caráter eminentemente preditivo, destinado a detectar, identificar, avaliar, explorar e neutralizar as ameaças, de qualquer natureza, contra a instituição. Segundo a doutrina dominante, a segurança ativa é composta, dentre outros, pelos seguintes grupos de medidas:
- A)antiterrorismo, desinformação e contrapropaganda;
Errada, porque antiterrorismo, desinformação e contrapropaganda não formam a tríade clássica da Segurança Ativa na doutrina de contrainteligência.
- B)espionagem, sabotagem e terrorismo;
Errada, porque espionagem, sabotagem e terrorismo são ameaças ou modalidades de ataque, não grupos de medidas de segurança ativa.
- C)contraespionagem, contrassabotagem e contraterrorismo;
Certa, porque contraespionagem, contrassabotagem e contraterrorismo são medidas típicas da Segurança Ativa segundo a doutrina dominante.
- D)segurança, prevenção e contraposição;
Errada, porque “segurança, prevenção e contraposição” são expressões genéricas, sem a tipologia doutrinária cobrada pela banca.
- E)atores hostis, atores alvo e reação.
Errada, porque “atores hostis, atores alvo e reação” não corresponde à classificação doutrinária da Segurança Ativa.
Gabarito: C
A questão trata da Segurança Ativa, que é uma parte da Contrainteligência voltada para prevenir, detectar e neutralizar ameaças contra a instituição. Em linguagem de prova, pense nela como o lado “atacante” da proteção: em vez de só reagir, ela antecipa o risco e age para impedir que o dano aconteça. Por isso a doutrina fala em medidas como contraespionagem, contrassabotagem e contraterrorismo, todas direcionadas a enfrentar agentes hostis e ações ofensivas contra a organização. Na prática, a Segurança Ativa funciona com um conjunto de ações preditivas, ou seja, voltadas a identificar sinais de ameaça antes que o estrago esteja feito. É uma lógica bem diferente de simples vigilância genérica: aqui o foco está em neutralizar ações típicas de inteligência adversa, sabotagem e terrorismo. O gabarito é a letra C porque ela traz exatamente os grupos clássicos apontados pela doutrina dominante na Contrainteligência. Contraespionagem combate a coleta clandestina de informações por serviços ou agentes hostis; contrassabotagem impede a destruição ou o comprometimento de estruturas e recursos; e contraterrorismo atua para prevenir e neutralizar ações terroristas. É o trio que costuma aparecer em provas quando a banca quer separar conceito doutrinário de “chute bonito”. Como referência geral, esse conteúdo se conecta ao Sistema Brasileiro de Inteligência, estruturado pela Lei nº 9.883/1999, que criou a ABIN e organizou a atividade de inteligência no país. A lei não lista essa classificação da mesma forma que a doutrina, mas o conceito cobrado em prova vem justamente da doutrina de inteligência aplicada à contrainteligência.