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Legislação Federal · FGV · 2022

Questão comentada de Legislação Federal

Jacira trabalha em um ambulatório especializado no atendimento a pessoas com HIV/Aids. Na semana passada, ela atendeu a Sra. Laura, que estava muito preocupada com a saúde de seu filho Alex. Jacira verifica o prontuário de Alex, e procura tranquilizar a Sra. Laura, informando-a que a infecção pelo HIV/Aids é hoje controlável. Esta semana, Alex procura a Direção do hospital a fim de denunciar Jacira, pois sua mãe não sabia do seu estado sorológico. À luz da Lei nº 14289/22, a conduta de Jacira está

Gabarito: C

A lei que trata da proteção da pessoa com HIV/Aids reforça uma ideia simples: saúde é assunto íntimo, e sigilo, aqui, não é luxo, é regra. A Lei nº 14.289/2022 determina a preservação do sigilo sobre a condição de pessoa que vive com HIV, hepatites virais, hanseníase e tuberculose, justamente para evitar exposição indevida, estigma e discriminação. Em outras palavras, ninguém sai contando diagnóstico alheio porque achou que era "só para tranquilizar a família". No caso, Jacira acessou o prontuário e informou à mãe do paciente o estado sorológico do filho sem autorização dele. Isso viola o dever de sigilo profissional e a proteção legal da informação de saúde. O fato de atuar em ambulatório especializado não autoriza a revelação do diagnóstico a terceiros, nem mesmo a familiares, salvo hipóteses legais muito específicas ou consentimento do paciente. Por isso, o gabarito é a letra C: a conduta está errada porque o sigilo sobre a condição de pessoa que vive com HIV/Aids é obrigatório. A lei procura impedir exatamente esse tipo de exposição desnecessária, que pode gerar constrangimento, discriminação e dano moral ao paciente. Na prática de concurso, guarde a lógica: prontuário não é fofoquinha institucional. Ele contém dados sensíveis e só pode ser compartilhado dentro dos limites legais e éticos, com respeito à autonomia e à privacidade do paciente.

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