Em relação a quem deve ser recenseado, avalie se as afirmativas a seguir são falsas (F) ou verdadeiras (V). I. Devem ser recenseadas todas as pessoas (inclusive crianças e idosos) que moravam no domicílio na data de referência. II. Devem ser registradas as pessoas que nasceram após a data de referência. III. Devem ser registradas as pessoas que faleceram após a data de referência. IV. Se uma pessoa ocupa duas ou mais residências na data de referência, ela deve ser contada tantas vezes quantas forem essas residências. As afirmativas são, respectivamente,
- A)V, F, F, V.
Errada, porque a II é falsa e a III é verdadeira, então a sequência não fecha.
- B)F, V, F, V.
Errada, porque a I é verdadeira e a III não é falsa; além disso, a II não é verdadeira.
- C)F, V, V, V.
Errada, porque a I não é falsa e a IV não é verdadeira, já que não há dupla contagem.
- D)V, V, V, V.
Errada, porque a II é falsa e a IV também é falsa, então não pode ser tudo verdadeiro.
- E)V, F, V, F.
Certa, porque a I é verdadeira, a II é falsa, a III é verdadeira e a IV é falsa.
Gabarito: E
No Censo do IBGE, o foco é a situação da pessoa na data de referência. A regra é simples: conta quem estava vivo e morando naquele domicílio nessa data, mesmo que depois tenha acontecido alguma mudança. Por isso, crianças e idosos entram normalmente, porque idade não exclui ninguém do recenseamento. A afirmativa II está errada porque quem nasceu depois da data de referência ainda não existia para o Censo naquele momento. Já a III está certa porque, se a pessoa estava viva na data de referência e faleceu depois, ela deve ser registrada. O Censo não apaga a fotografia do dia só porque o filme continuou depois. A IV também está errada: uma pessoa com duas ou mais residências não é contada várias vezes. Ela é recenseada uma única vez, no domicílio que corresponde à sua moradia principal, conforme a lógica censitária de evitar duplicidade. Assim, o gabarito E fica correto porque as afirmativas são, respectivamente, V, F, V, F. Esse tipo de questão explora bem a ideia de "data de referência", que é a chave para não cair nas pegadinhas do IBGE.