De acordo com o Manual do Entrevistador (5ª Edição), para garantir a qualidade das informações no desenvolvimento da entrevista deve-se, EXCETO:
- A)Manter um clima de cordialidade.
Correta, porque manter cordialidade ajuda a criar confiança e melhora a qualidade das respostas.
- B)Direcionar o assunto da entrevista apenas para o preenchimento do formulário, evitando conversar sobre assuntos alheios ao cadastramento.
Correta, porque a entrevista deve ser focada no formulário e evitar desvios que atrapalhem a coleta das informações.
- C)Perguntar se a família pertence a algum Grupo Populacional Tradicional e Específico, utilizando as informações constantes na Filipeta dos GTPEs; sendo necessário fazer o juízo de valor sobre as condições ou características da família, a fim de tornar as informações mais coesas.
Errada, porque o entrevistador não deve fazer juízo de valor sobre a família nem alterar a coleta com base em interpretação pessoal.
- D)Ler, integralmente e pausadamente, todos os quesitos do formulário, respeitando a ordem em que aparecem e a sequência da entrevista; observando que alguns quesitos têm indicação de salto. Isso significa que, nesses casos, a sequência dependerá da resposta dada pelo entrevistado.
Correta, porque o manual orienta ler todos os quesitos na ordem, com atenção aos saltos indicados no próprio formulário.
Gabarito: C
O Manual do Entrevistador da 5ª edição traz regras bem práticas para a entrevista do Cadastro Único: a ideia é colher informação fiel, com clima respeitoso, leitura cuidadosa das perguntas e atenção à ordem do formulário. Parece simples, mas muita questão pega justamente no detalhe do jeito de entrevistar, não no conteúdo do cadastro em si. Para garantir qualidade, o entrevistador deve manter cordialidade, explicar o objetivo da entrevista, ler os quesitos de forma completa e seguir a sequência prevista, inclusive observando os saltos quando o próprio formulário manda pular perguntas. Isso evita induzir respostas e reduz erro de preenchimento. A alternativa que está errada é a que fala em fazer juízo de valor sobre as condições ou características da família para deixar as informações “mais coesas”. No Cadastro Único, você não avalia, interpreta ou corrige a realidade da família por conta própria. Você pergunta, registra e, quando necessário, usa as orientações do manual e as informações da Filipeta dos GTPEs apenas para identificação, sem inventar filtro moral ou subjetivo. Em outras palavras: a entrevista precisa ser técnica, respeitosa e objetiva. O entrevistador não é fiscal de vida alheia, nem editor de respostas. Ele coleta o que a família informa, seguindo o manual, sem “melhorar” o dado na cabeça.