A cooperação entre o Brasil e a Agência Espacial Europeia (ESA) inclui iniciativas voltadas
- A)ao controle de satélites geoestacionários para comunicações militares.
Errada, porque a cooperação com a ESA é voltada a finalidades civis e científicas, não ao controle de satélites para comunicações militares.
- B)aos programas de observação do planeta Terra e à pesquisa climática.
Certa, porque a parceria com a ESA abrange programas de observação da Terra e pesquisa climática, que são áreas típicas de cooperação espacial civil.
- C)ao desenvolvimento conjunto de veículos lançadores tripulados.
Errada, porque veículos lançadores tripulados não são o foco usual dessa cooperação e a alternativa extrapola o conteúdo da PNDAE.
- D)à criação de uma base lunar em parceria com os Estados europeus e com os Estados Unidos da América.
Errada, porque a criação de base lunar com vários países é uma hipótese fantasiosa e não corresponde ao decreto nem à cooperação Brasil-ESA.
- E)à construção de um centro espacial conjunto na Amazônia.
Errada, porque não há previsão de construção de um centro espacial conjunto na Amazônia como objeto típico dessa parceria.
Gabarito: B
A Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE), instituída pelo Decreto 1.332/1994, organiza a atuação do Brasil no setor espacial com foco em pesquisa, desenvolvimento tecnológico e uso pacífico do espaço. Um ponto importante é a cooperação internacional, que aparece como meio de ampliar capacidade científica e tecnológica, sem desviar a política para fins militares ou projetos fantasiosos de ficção científica. A ideia é bem pé no chão: usar parcerias para ganhar escala, conhecimento e autonomia tecnológica. Na cooperação com a Agência Espacial Europeia (ESA), o conteúdo típico envolve projetos civis e científicos, especialmente observação da Terra, sensoriamento remoto e estudos ambientais e climáticos. Isso faz todo sentido dentro da PNDAE, porque esses programas ajudam o Brasil a monitorar território, recursos naturais e fenômenos atmosféricos, além de fortalecer a base tecnológica nacional. Por isso, o gabarito é a letra B. Ela é a única alternativa compatível com a lógica da política espacial brasileira e com a cooperação internacional prevista no decreto: observação do planeta Terra e pesquisa climática são áreas clássicas de atuação conjunta com agências espaciais. As demais opções inventam usos militares, tripulados ou megaprojetos sem respaldo no tema cobrado.