Considere que um agente de pesquisa por telefone se dê conta, durante um teleatendimento, de que a pessoa com quem ele está falando é um amigo seu muito próximo. Nessa situação hipotética, considerando-se o disposto no Código de Ética do IBGE, o agente de pesquisa
- A)deve encerrar imediatamente a pesquisa.
Errada, porque não há regra de encerramento imediato da pesquisa, e sim de afastamento do agente do atendimento para preservar a impessoalidade.
- B)deve continuar a pesquisa e informar o fato a seu superior.
Errada, porque apenas comunicar ao superior não resolve o problema ético no momento do atendimento; é preciso redirecionar a entrevista.
- C)pode continuar a pesquisa, devendo tratar o amigo com urbanidade e atenção.
Errada, porque continuar a pesquisa com o amigo mantém o risco de quebra de isenção e de tratamento não impessoal.
- D)pode continuar a pesquisa, devendo aproveitar para usar uma linguagem pessoal que facilite a condução do trabalho.
Errada, porque linguagem pessoal ou informal pode aumentar a quebra de neutralidade e comprometer a postura profissional exigida.
- E)deve passar o atendimento ao colega mais próximo.
Certa, porque a solução ética é transferir o atendimento a outro colega, evitando conflito de interesse e preservando a impessoalidade.
Gabarito: E
O Código de Ética do IBGE exige imparcialidade, impessoalidade e conduta profissional no atendimento ao público. Em teleatendimento, quando surge uma situação que possa comprometer a neutralidade do agente, a ideia central é evitar qualquer favorecimento, constrangimento ou aparência de tratamento especial. Se o entrevistado é um amigo muito próximo, o agente não deve seguir normalmente como se nada tivesse acontecido. A relação pessoal pode afetar a isenção da entrevista, a espontaneidade das respostas e até a confiança no trabalho do IBGE. Em ética administrativa, não basta ser imparcial: também é importante parecer imparcial. Por isso, a providência adequada é transferir o atendimento para outro servidor disponível, de preferência o colega mais próximo, preservando a regularidade da pesquisa e a neutralidade do procedimento. Essa solução é a mais compatível com os deveres éticos de impessoalidade e zelo pelo interesse público. Em resumo: diante de vínculo pessoal relevante com o entrevistado, o agente deve se afastar do atendimento e encaminhá-lo a outro colega, evitando qualquer interferência na coleta dos dados. É a resposta que melhor protege o trabalho técnico e a credibilidade do IBGE.