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Legislação Estadual · FGV · 2024

Questão comentada de Legislação Estadual

Ana, servidora ocupante de cargo de provimento efetivo na Assembleia Legislativa do Estado de Tocantins, foi instada, por seu superior hierárquico, a realizar uma análise geral da forma de estruturação da governança administrativa no âmbito dessa Casa Legislativa, com especial ênfase para o delineamento do processo decisório. Ao fim de suas reflexões, Ana concluiu corretamente que o referido processo deve ser

Gabarito: D

A lógica da governança administrativa, especialmente quando se fala em processo decisório, é fugir daquele modelo engessado em que tudo sobe para a chefia mais alta. Em regra, quanto mais perto da decisão estiver quem executa a atividade, melhor para a rapidez, para a eficiência e para a resposta ao cidadão ou ao órgão interno. É a velha ideia de descentralizar o que for possível sem perder controle. No âmbito administrativo, isso combina com os princípios da eficiência e da finalidade: a chefia superior não precisa decidir tudo, porque decisões muito centralizadas costumam gerar demora e fila de papéis. Por outro lado, a alta administração não some do mapa, ela fica com funções de direção, supervisão, coordenação e controle estratégico. Por isso o gabarito é a letra D. Ela traduz exatamente essa ideia: o processo decisório deve ser atribuído ao menor nível hierárquico possível, para dar celeridade à atuação administrativa, deixando às autoridades superiores as funções típicas de governança. Em bom português de concurso: quem resolve o problema no chão da organização costuma resolver mais rápido do que quem está lá no topo assinando tudo. As demais alternativas trazem modelos opostos ao que a governança moderna recomenda, seja por concentração excessiva, seja por exagero de colegialidade ou fiscalização. A questão quer que você perceba a diferença entre dirigir e microgerenciar.

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