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Legislação Estadual · FGV · 2023

Questão comentada de Legislação Estadual

João, Auditor Fiscal da Receita Estadual, acaba de assumir a chefia de determinado departamento da Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais. João vem desenhando um planejamento estratégico visando à maior eficiência de seu setor, com escopo de concentrar seus esforços nas matérias de maior relevância institucional, inclusive com eventual delegação ou avocação de competência administrativa para determinados atos. Nesse contexto, de acordo com a Lei nº 14.184/2002 do Estado de Minas Gerais, que dispõe sobre o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Estadual, João deverá observar que

Gabarito: D

A Lei Estadual nº 14.184/2002, que trata do processo administrativo em Minas Gerais, admite que a autoridade administrativa organize melhor o trabalho por meio de delegação e, em hipóteses excepcionais, de avocação. A lógica é simples: quem está no topo não precisa fazer tudo sozinho, mas também não pode sair puxando para si qualquer competência sem motivo. Por isso, a regra é preservar a competência do órgão ou agente e usar a transferência de atribuições só quando a lei autorizar e a situação justificar. No caso da avocação, a lei exige cautela redobrada. Ela pode ocorrer de forma temporária, excepcional e por motivos devidamente justificados, quando uma autoridade superior chama para si competência de órgão hierarquicamente inferior. É uma medida de exceção, não de conveniência pessoal. O objetivo é atender melhor ao interesse público, por exemplo, quando há necessidade de uniformizar uma decisão ou superar uma situação específica de gestão. A alternativa D está correta porque traduz exatamente essa ideia: a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior é permitida em caráter excepcional e com justificativa. Isso está em harmonia com a disciplina geral do processo administrativo e com o princípio da eficiência, sem transformar a avocação em regra comum de administração. As demais alternativas tentam confundir você com detalhes clássicos de delegação e avocação. Em prova, a banca costuma misturar prazo, revogação, publicidade e limites do ato para ver se você sabe o que é regra e o que é exceção. Aqui, o ponto central é que a lei mineira admite a avocação, mas só como medida temporária, excepcional e fundamentada.

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