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Legislação Estadual · CESPE/CEBRASPE · 2021

Questão comentada de Legislação Estadual

João, servidor público da Secretaria de Saúde do Estado do Amapá, vem atuando como procurador de seu pai, que é servidor público aposentado, com vistas a promover requerimentos e solicitações junto à secretaria competente para assegurar benefícios previdenciários a seu genitor. Considerando-se as disposições da Lei n.º 66/1993, nessa situação hipotética, João

Gabarito: A

A ideia central aqui é separar o que o servidor pode fazer do que a lei quer evitar. Em regras de regime jurídico, a Administração costuma proibir o servidor de usar sua condição funcional para intermediar interesses alheios de forma indevida, mas isso não significa que ele fique impedido de representar um familiar quando a própria lei autoriza essa atuação. No caso narrado, João está atuando como procurador do pai, aposentado, para formular pedidos e requerimentos na secretaria competente. Isso, por si só, não configura irregularidade. A Lei n.º 66/1993 não transforma toda representação de terceiro em conduta proibida; o ponto é saber se há vedação específica e se a atuação se enquadra em alguma exceção permitida pelo regime jurídico. Por isso o gabarito A está correto: a conduta de João está em conformidade com a lei. Ele não está, automaticamente, praticando um ato antiético ou ilícito só por representar o pai, especialmente quando a representação visa a assegurar benefício previdenciário, sem uso indevido da função ou favorecimento incompatível com o cargo. Em prova de CESPE, o cuidado é esse: a banca gosta de frases absolutas como "em nenhuma hipótese" ou "qualquer pessoa", mas o direito administrativo estadual quase sempre trabalha com proibição + exceção. Se a lei não proíbe a hipótese descrita, não há como inventar irregularidade.

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