Com base na Portaria CNJ n.º 253/2020, que institui os critérios e as diretrizes técnicas para o processo de desenvolvimento de módulos e serviços na PDPJ-Br, assinale a opção correta.
- A)As aplicações monolíticas deverão ser disponibilizadas por meio de mecanismos nativos como JSF e richfaces.
Errada, porque a Portaria não adota aplicações monolíticas nem impõe JSF ou RichFaces como mecanismo nativo.
- B)Cada órgão que se integrar à PDPJ-Br deverá disponibilizar, em seu sítio público na nuvem (marketplace), a lista de projetos em andamento e pendentes de serem integrados à PDPJ-Br.
Errada, porque não existe essa obrigação de divulgar projetos pendentes em marketplace público na nuvem como condição de integração.
- C)A PDPJ-Br seguirá modelo arquitetural de microsserviços, preferencialmente modelados utilizando-se a metodologia DDD (domain driven design).
Certa, porque a Portaria CNJ n.º 253/2020 prevê modelo arquitetural de microsserviços, preferencialmente com uso de DDD.
- D)As API (application programming interfaces) deverão ser providas por meio de tecnologia SOAP (simple object access protocol), exceto as do tipo stateless, e, em qualquer caso, obedecer aos padrões definidos na plataforma de documentações do CNJ.
Errada, porque a norma não exige SOAP como padrão para APIs e, ao contrário, trabalha com diretrizes modernas de padronização e documentação.
- E)Os recursos e meios para testes de integração utilizados não poderão permitir a execução de pipelines ou testes automatizados, com vistas a garantir unicidade e padronização de testes a nível nacional.
Errada, porque os recursos de teste devem justamente favorecer automação e pipelines, e não impedir sua execução.
Gabarito: C
A Portaria CNJ n.º 253/2020 trata dos critérios e diretrizes técnicas para o desenvolvimento de módulos e serviços na PDPJ-Br, que é a Plataforma Digital do Poder Judiciário. A lógica central da norma é moderna: integração, interoperabilidade, padronização e arquitetura orientada a serviços, em vez de prender tudo em sistemas monolíticos difíceis de evoluir. Isso combina com a ideia de microsserviços, que permitem que cada parte do sistema seja desenvolvida, testada e integrada com mais autonomia. No ponto cobrado pela questão, a Portaria indica que a PDPJ-Br seguirá modelo arquitetural de microsserviços, preferencialmente modelados com a metodologia DDD (domain driven design). Em outras palavras: o CNJ quer sistemas mais modulares, mais organizados por domínio de negócio e mais fáceis de manter. É a clássica virada do “monolito pesado” para uma estrutura mais inteligente e escalável. Por isso, a alternativa C está correta. As demais tentam distorcer a norma com termos antigos ou inadequados, como JSF, RichFaces, SOAP e até a ideia de restringir testes automatizados. A Portaria vai na direção oposta: busca facilitar integração, automação e padronização técnica na plataforma, não criar amarras desnecessárias. Na prática, quando a CESPE cita essa Portaria, ela gosta de trocar o vocabulário moderno da norma por expressões antigas ou exageradas. Então, vale memorizar a combinação-chave: PDPJ-Br, microsserviços e DDD.