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Gestão de Pessoas · FGV · 2025

Questão comentada de Gestão de Pessoas

Júlia foi promovida e assumiu recentemente a liderança da equipe em que trabalha há cinco anos. A promoção não foi muito bem aceita pelos demais membros da equipe, que julgam que ela não seria a pessoa com o perfil mais adequado para a função. Júlia está preocupada com a situação, porque sabe que terá pouca autonomia para reconhecer ou punir os membros da equipe. A equipe é composta por seis profissionais experientes e bem capacitados que apresentam forte motivação para o desempenho de suas atribuições. Apoiando-se na teoria da liderança situacional de Hersey e Blanchard, Júlia avalia que a equipe se encontra no nível de prontidão “4”. Considerando que essa avaliação está correta, a teoria da liderança situacional de Hersey e Blanchard aponta que, nessas condições, o estilo mais eficaz de liderança é o:

Gabarito: E

A teoria da liderança situacional de Hersey e Blanchard diz que não existe um único estilo perfeito para toda equipe. O líder deve ajustar sua atuação ao nível de prontidão dos liderados, que combina competência e disposição para assumir a tarefa. Em outras palavras: quanto mais preparados e motivados estiverem, menos o líder precisa “pegar na mão” o tempo todo. No nível de prontidão 4, a equipe tem alta competência e alto comprometimento. É exatamente o retrato dos seis profissionais do enunciado: experientes, bem capacitados e motivados. Nesse cenário, a liderança mais eficaz é a de pouca direção e pouco apoio, porque a equipe já sabe o que fazer e tem vontade de fazer. Por isso, o estilo delegador é o adequado. O líder transfere responsabilidade, acompanha de longe e intervém só quando necessário. Como Júlia ainda tem pouca autonomia para premiar ou punir, faz ainda mais sentido depender da maturidade do grupo e da delegação, em vez de tentar controlar tudo na base da caneta e da bronca. Doutrinariamente, a teoria associa o prontidão 4 ao comportamento de delegação do líder. É a situação em que o time praticamente “anda com as próprias pernas”, e o líder atua mais como coordenador final do que como comandante de cada passo.

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