Durante o processo de entrevista para posições de liderança em determinada organização, o gestor de pessoas responsável pelo recrutamento observou o seguinte: Adalberto se destaca como um candidato extremamente metódico e organizado, demonstrando alta eficiência na execução de suas tarefas rotineiras. No entanto, ao ser confrontado com contextos de incerteza, que dispõem de poucas informações, Adalberto reage de forma adversa, devido a problemas de ansiedade. Diante do exposto, é correto afirmar que o perfil de Adalberto é adequado ao nível organizacional
- A)estratégico.
Errada, porque o nível estratégico exige visão ampla, tolerância à ambiguidade e capacidade de decidir em cenários incertos.
- B)institucional.
Errada, pois institucional é associado ao topo da organização, com demandas mais analíticas e menos rotineiras.
- C)tático.
Errada, porque o nível tático já pede mais articulação entre áreas e maior flexibilidade do que a descrita no caso.
- D)departamental.
Errada, pois o nível departamental costuma envolver coordenação intermediária, não apenas execução de rotinas estáveis.
- E)operacional.
Certa, porque o perfil metódico, organizado e voltado à rotina combina com funções do nível operacional.
Gabarito: E
Em Gestão de Pessoas, uma forma clássica de pensar a seleção é cruzar o perfil do candidato com o nível organizacional para o qual ele vai atuar. Quanto mais alto o nível, maior a necessidade de lidar com ambiguidade, pressão, mudanças e decisões pouco estruturadas. Quanto mais baixo, mais valorizados ficam a rotina, a padronização, o controle e a execução precisa. No enunciado, Adalberto aparece como alguém metódico, organizado e muito eficiente em tarefas rotineiras. Isso combina bem com funções que exigem constância e previsibilidade. O problema surge quando há incerteza e pouca informação, porque ele reage mal à falta de estrutura. Esse comportamento é típico de cargos em que a atuação é mais operacional do que estratégica. Por isso, o perfil é adequado ao nível operacional. Nesse nível, o foco está em executar processos, cumprir padrões e manter a produtividade do dia a dia. Já os níveis mais altos pedem justamente o contrário: mais flexibilidade, visão de conjunto e tolerância ao caos controlado, aquele pacote de problemas que chega sem manual de instruções. Em linhas gerais, a banca explora a ideia de que cargos operacionais valorizam eficiência na rotina, enquanto cargos estratégicos e, em menor grau, táticos exigem maior tolerância à ambiguidade e à pressão decisória. É uma leitura doutrinária clássica de administração e gestão de pessoas, muito usada em provas da FGV.