Embora tenha sido muito utilizado no passado, o método de gestão de desempenho conhecido como “Método das escalas gráficas” perdeu espaço com o advento de métodos mais modernos, considerados, em geral, menos problemáticos. Entre as desvantagens que “Método de escalas gráficas” possui, é correto citar o fato de que
- A)é um método considerado trabalhoso e que demanda alto investimento.
Errada, porque o método de escalas gráficas é justamente conhecido por ser simples e de baixo custo, não por exigir alto investimento.
- B)em função de sua complexidade, demanda certa especialização do examinador.
Errada, porque não é um método especialmente complexo; em geral, ele é fácil de aplicar e não exige grande especialização do avaliador.
- C)dificulta a comparação dos resultados em caso de avaliar diversos funcionários.
Errada, porque a avaliação por escalas gráficas permite comparar funcionários com relativa facilidade, já que usa critérios padronizados.
- D)considera apenas os aspectos extremos dos comportamentos dos colaboradores, deixando de lado os rotineiros.
Errada, porque o método não se limita aos aspectos extremos do comportamento; ele busca avaliar vários graus de desempenho em uma escala.
- E)favorece a ocorrência do efeito de generalização na avaliação por parte do avaliador.
Certa, porque a impressão geral do avaliador pode contaminar todos os itens da avaliação, gerando o efeito de generalização ou halo.
Gabarito: E
O método das escalas gráficas é um dos modelos mais antigos de avaliação de desempenho. Nele, o avaliador marca em uma escala o quanto a pessoa atende a critérios previamente definidos, como qualidade, pontualidade, cooperação e iniciativa. É simples de aplicar, mas justamente essa simplicidade traz alguns problemas clássicos. Um dos maiores defeitos é favorecer a chamada generalização, também conhecida como efeito halo: se o avaliador tem uma impressão geral boa ou ruim do colaborador, tende a deixar essa impressão contaminar todos os itens da ficha. Em vez de analisar cada comportamento com calma, ele “pinta tudo com a mesma cor”, o que reduz a precisão da avaliação. Por isso, o gabarito está na alternativa E. O método de escalas gráficas pode gerar avaliações subjetivas, pouco detalhadas e muito influenciadas pela percepção global do avaliador. Em concursos, esse é um ponto recorrente: quando a técnica parece prática demais, costuma vir junto a crítica de excesso de subjetividade e simplificação. Em outras palavras, o método até ajuda a padronizar a avaliação, mas não impede que o avaliador caia na tentação de avaliar a pessoa como um todo, em vez de observar cada fator separadamente. E aí o resultado fica menos confiável. Na doutrina de gestão de pessoas, essa limitação é frequentemente tratada como efeito de generalização ou halo.