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Gestão de Pessoas · FGV · 2022

Questão comentada de Gestão de Pessoas

Juliana, supervisora geral de uma ONG no bioma cerrado, recebe a incumbência de avaliar os funcionários sob sua supervisão. Na hora de avaliar o funcionário Ricardo, pelo qual nutre grande admiração devido à sua simpatia, Juliana acaba por avaliá-lo com nota máxima em todos os quesitos, impressionada por essa característica marcante do rapaz. É correto afirmar que, ao avaliar Ricardo, Juliana incorreu em uma distorção de percepção conhecida como

Gabarito: C

Na avaliação de desempenho e em julgamentos do dia a dia, a percepção pode ser distorcida por vieses cognitivos. Um dos mais cobrados é o efeito halo, que acontece quando uma característica marcante da pessoa contamina a avaliação das demais. Ou seja: você vê uma qualidade que chama atenção e, sem perceber, deixa essa impressão “brilhar” sobre todo o resto. É exatamente o que ocorreu com Juliana. Ela admirava Ricardo pela simpatia e, por causa disso, acabou atribuindo nota máxima em todos os quesitos, como se uma característica positiva garantisse excelência geral. Isso é o clássico efeito halo: uma impressão favorável em um aspecto gera uma avaliação global excessivamente positiva. Esse tipo de distorção é muito comum em avaliações de pessoas, entrevistas e feedbacks. Na prática, a dica é simples: para não cair nessa armadilha, o avaliador deve observar cada critério separadamente, com foco em evidências concretas, e não no “carisma” geral do avaliado. Então, o gabarito está correto porque Juliana não avaliou Ricardo de forma técnica e discriminada; ela foi influenciada por um traço positivo isolado que “iluminou” toda a avaliação.

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