Juliana, supervisora geral de uma ONG no bioma cerrado, recebe a incumbência de avaliar os funcionários sob sua supervisão. Na hora de avaliar o funcionário Ricardo, pelo qual nutre grande admiração devido à sua simpatia, Juliana acaba por avaliá-lo com nota máxima em todos os quesitos, impressionada por essa característica marcante do rapaz. É correto afirmar que, ao avaliar Ricardo, Juliana incorreu em uma distorção de percepção conhecida como
- A)ancoragem.
Ancoragem é quando a pessoa se fixa em um valor ou referência inicial, o que não aconteceu aqui.
- B)viés de disponibilidade.
Viés de disponibilidade ocorre quando julgamos com base no que vem mais facilmente à memória, e não pela simpatia admirada pela avaliadora.
- C)efeito halo.
Correta: a simpatia de Ricardo gerou uma impressão positiva que contaminou todos os demais critérios, caracterizando efeito halo.
- D)desvio Horn.
Desvio Horn é uma tendência de avaliação excessivamente severa, especialmente quando um traço negativo domina o julgamento.
- E)framing.
Framing é a influência da forma como a informação é apresentada, e não a generalização de uma característica pessoal para todo o desempenho.
Gabarito: C
Na avaliação de desempenho e em julgamentos do dia a dia, a percepção pode ser distorcida por vieses cognitivos. Um dos mais cobrados é o efeito halo, que acontece quando uma característica marcante da pessoa contamina a avaliação das demais. Ou seja: você vê uma qualidade que chama atenção e, sem perceber, deixa essa impressão “brilhar” sobre todo o resto. É exatamente o que ocorreu com Juliana. Ela admirava Ricardo pela simpatia e, por causa disso, acabou atribuindo nota máxima em todos os quesitos, como se uma característica positiva garantisse excelência geral. Isso é o clássico efeito halo: uma impressão favorável em um aspecto gera uma avaliação global excessivamente positiva. Esse tipo de distorção é muito comum em avaliações de pessoas, entrevistas e feedbacks. Na prática, a dica é simples: para não cair nessa armadilha, o avaliador deve observar cada critério separadamente, com foco em evidências concretas, e não no “carisma” geral do avaliado. Então, o gabarito está correto porque Juliana não avaliou Ricardo de forma técnica e discriminada; ela foi influenciada por um traço positivo isolado que “iluminou” toda a avaliação.