O plano de carreira é um instrumento que permite ao colaborador compreender como será o seu processo de crescimento na organização e quais as características que devem ser desenvolvidas para seu sucesso. Com base nisso, assinale a opção que apresenta a estrutura de carreira na qual o colaborador inicia em um cargo básico e, posteriormente, pode optar pela carreira técnica ou gerencial.
- A)Estruturas paralelas.
Estruturas paralelas são trajetórias distintas de progressão, mas não necessariamente descrevem a bifurcação clássica entre carreira técnica e gerencial a partir de um cargo básico.
- B)Linha generalista.
Linha generalista indica uma evolução mais ampla e pouco especializada, sem a divisão típica entre seguir como técnico ou como gestor.
- C)Estrutura em rede.
Estrutura em rede não corresponde ao modelo de carreira bifurcada, sendo mais associada a relações e fluxos de interação do que a trajetórias profissionais.
- D)Estrutura em linha hierárquica.
Estrutura em linha hierárquica é o modelo tradicional e único de ascensão vertical, sem a opção de escolha entre dois caminhos de carreira.
- E)Estrutura em Y.
Estrutura em Y é o modelo em que o colaborador começa em uma base comum e depois escolhe entre carreira técnica ou gerencial.
Gabarito: E
O plano de carreira mostra ao colaborador quais caminhos ele pode seguir dentro da organização e quais competências precisa desenvolver para avançar. Em gestão de pessoas, isso ajuda a reduzir a sensação de "andar no escuro": a pessoa entende o que a empresa espera dela e como pode crescer, seja em profundidade técnica, seja em liderança. Quando a questão fala em uma carreira que começa em um cargo básico e depois permite escolher entre trilha técnica ou gerencial, ela está descrevendo a estrutura em Y. A lógica é simples: no início todos entram por uma base comum e, com o tempo, o profissional decide se quer se especializar tecnicamente ou assumir responsabilidades de gestão de pessoas e processos. Essa estrutura é muito usada quando a organização quer valorizar especialistas sem obrigar todo bom técnico a virar chefe. Afinal, nem todo excelente analista quer, ou deve, virar gestor. A empresa ganha flexibilidade e o colaborador ganha uma trajetória mais coerente com seu perfil. Na doutrina de gestão de pessoas, a estrutura em Y é justamente associada à bifurcação entre carreira técnica e carreira gerencial. Por isso, o gabarito é a letra E.