Um gerente de TI precisa selecionar um candidato para uma vaga na sua equipe. Devido à urgência para o preenchimento da vaga, pediu a quatro subordinados experientes que indicassem candidatos qualificados. Em uma semana, recebeu cinco currículos com nível de formação adequado e experiência compatível com o cargo. Como está interessado nos aspectos comportamentais dos candidatos, o gerente pediu ao RH que providencie um teste de personalidade com os candidatos junto a um especialista. O recrutamento por indicação e os testes de personalidade, como instrumento de seleção, têm como desvantagens, respectivamente:
- A)alto custo por admissão; técnica altamente subjetiva;
Errada, porque recrutamento por indicação não tem como desvantagem típica o alto custo por admissão, embora o teste de personalidade possa ser mais custoso em alguns contextos.
- B)exige muitas etapas no processo; aponta apenas traços superficiais da personalidade;
Errada, porque o recrutamento por indicação não exige muitas etapas e os testes de personalidade não apontam apenas traços superficiais, mas aspectos mais amplos do comportamento.
- C)pode dificultar a integração do candidato; exige conhecimento profundo das competências para o cargo;
Errada, porque a indicação não costuma dificultar a integração do candidato, e o teste de personalidade não exige conhecimento profundo das competências técnicas do cargo, mas sim dos traços comportamentais.
- D)pode inibir a diversidade da força de trabalho; custo alto;
Certa, porque a indicação pode reduzir a diversidade ao recrutar pessoas de redes sociais semelhantes, e o teste de personalidade pode ter custo alto quando aplicado e interpretado por especialista.
- E)aumenta a incerteza quanto ao potencial do candidato; gera conflitos entre os candidatos.
Errada, porque o recrutamento por indicação não aumenta a incerteza sobre o potencial do candidato, e os testes de personalidade não geram conflitos entre candidatos como desvantagem típica.
Gabarito: D
No recrutamento por indicação, a empresa pede a seus próprios colaboradores que sugiram candidatos. Isso acelera o processo e costuma trazer gente com um perfil já minimamente alinhado ao ambiente, mas tem um risco clássico: a rede de contatos dos empregados tende a ser parecida com eles mesmos. Resultado? Menos diversidade de perfis, experiências e visões dentro da equipe. Já os testes de personalidade buscam identificar traços comportamentais do candidato, como extroversão, estabilidade emocional, sociabilidade e outros aspectos úteis para prever adaptação ao cargo. O problema é que, para terem boa aplicação e interpretação, normalmente exigem profissional especializado, o que eleva o custo do processo seletivo. Por isso, o item D está correto: a indicação pode inibir a diversidade da força de trabalho, e o teste de personalidade, quando aplicado por especialista, tem custo alto. É uma combinação bem típica de prova da FGV: uma vantagem aparente de um lado e uma desvantagem técnica do outro. Se quiser guardar em uma linha: indicação pode gerar homogeneidade; teste de personalidade pode pesar no bolso.