Muitas organizações preferem a formação de equipes de trabalho para a execução de tarefas organizacionais. Uma das formas de equipe bastante disseminada é chamada de “auto gerenciada”, que consiste em um grupo de trabalho em que os membros assumem as responsabilidades de supervisores. Assinale a opção que apresenta as críticas mais comuns sobre as equipes “auto gerenciadas”.
- A)Tendem a ter problemas de gerenciamento de conflitos, ocorrendo disputas por poder em caso de divergências.
Certa, porque equipes auto gerenciadas podem enfrentar conflitos internos e disputas por poder justamente pela ausência de um supervisor tradicional.
- B)Desenvolvem baixo nível de compatibilidade social entre os membros, desencadeando problemas de coesão.
Errada, porque a baixa compatibilidade social não é uma crítica típica dessa modalidade por si só; o problema mais lembrado é a gestão dos conflitos e não a coesão como característica inevitável.
- C)Possuem propensão ao desencontro de ideias, causados pela complexidade na interação entre membros de áreas diferentes.
Errada, porque descreve equipes multifuncionais ou interdepartamentais, e não o principal problema das equipes auto gerenciadas.
- D)Tem inclinação para problemas de eficiência em função dos recursos escassos.
Errada, porque escassez de recursos pode afetar qualquer equipe, mas não é a crítica clássica específica às equipes auto gerenciadas.
- E)Causam insatisfação nos membros do grupo, favorecendo a existência de “ilhas de excelência”.
Errada, porque a insatisfação e as chamadas 'ilhas de excelência' não são a formulação usual das críticas a esse tipo de equipe.
Gabarito: A
As equipes auto gerenciadas são aquelas em que o próprio grupo assume tarefas que normalmente ficariam com um supervisor, como distribuir atividades, controlar o ritmo do trabalho e resolver problemas do dia a dia. Elas aparecem bastante em modelos de gestão mais flexíveis, porque dão autonomia, estimulam participação e podem aumentar o comprometimento da equipe. Mas nem tudo são flores. Quando a liderança formal some ou fica bem reduzida, o grupo precisa ter muita maturidade para lidar com diferenças internas. Se isso não acontece, surgem disputas por influência, conflitos sobre prioridades e dificuldades para decidir quem faz o quê. Em outras palavras: mais autonomia também pode significar mais atrito, se a equipe não estiver preparada para se autorregular. É exatamente por isso que a crítica mais comum às equipes auto gerenciadas é o risco de problemas de gerenciamento de conflitos, com disputas por poder quando há divergências. A questão cobra essa ideia central: não é a falta de inteligência do grupo, nem a baixa coesão por definição, mas sim a dificuldade de administrar conflitos sem uma supervisão tradicional por perto. Esse entendimento é coerente com a doutrina de Gestão de Pessoas, que destaca como ponto fraco dessas equipes a necessidade de membros com alta capacidade de autocontrole, comunicação e cooperação. Sem isso, a autonomia vira bagunça organizada.