Os modelos de avaliação de desempenho, embora tenham grande utilidade na organização, possuem falhas que podem comprometer sua finalidade. Um exemplo desse tipo de falha está relacionado com o Efeito Horn, que ocorre quando o avaliador
- A)utiliza apenas valores medianos nas avaliações para não criar um mal-estar.
Errada, porque usar notas medianas para evitar desconforto descreve tendência à centralidade, não o Efeito Horn.
- B)adota uma postura benevolente com o avaliado, em função de um sentimento de pena.
Errada, porque benevolência por pena se aproxima do erro de complacência, e não da generalização negativa típica do Horn.
- C)generaliza, de forma prejudicial, a avaliação em função de alguma fragilidade específica do avaliado.
Certa, porque o avaliador toma uma fragilidade específica do avaliado e estende esse julgamento para a avaliação global.
- D)repete sempre as mesmas notas nas avaliações de indivíduos distintos.
Errada, porque repetir as mesmas notas para pessoas diferentes indica pouca discriminação entre avaliados, não o Horn.
- E)analisa de forma rigorosa os indivíduos, com o objetivo de causar prejuízo na carreira do avaliado.
Errada, porque rigor excessivo pode ser um viés de severidade, mas não corresponde à ideia de generalizar negativamente a partir de uma falha isolada.
Gabarito: C
Na avaliação de desempenho, alguns erros de percepção podem distorcer bastante a nota final. Um deles é o Efeito Horn, que acontece quando o avaliador pega uma fragilidade específica do avaliado e deixa essa impressão contaminar toda a avaliação. Ou seja, um ponto fraco vira uma lente torta para enxergar o resto da pessoa. Pense assim: a pessoa atrasou uma vez, e pronto, o avaliador passa a achar que ela também não é organizada, não é comprometida e não entrega bem. Isso é generalização negativa. O nome "Horn" vem da ideia de "chifre", em contraste com o Efeito Halo, que é o oposto: uma qualidade positiva gera uma visão exageradamente boa do conjunto. Por isso, o gabarito é a letra C, porque ela descreve exatamente essa generalização prejudicial a partir de uma falha específica. Não é benevolência, nem rigor excessivo isolado, nem uso de notas medianas. É um erro de julgamento que compromete a finalidade da avaliação de desempenho, que deve ser mais objetiva e justa. Em prova, a banca costuma cobrar esses vies de forma conceitual mesmo, sem misturar com regra legal. Então vale guardar: Horn = defeito pontual contamina a visão geral; Halo = virtude pontual melhora tudo aos olhos do avaliador.